Valor da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está cada vez mais caro. Atualmente, as autoescolas chegam a cobrar R$1.200 para quem
deseja tirar o documento que habilita à direção de carro; já para pilotar uma moto, a pessoa deve desembolsar cerca de R$1.070. Os preços são equivalentes aos gastos da empresa e principalmente dos impostos cobrados.
Por conta de reajustes nos impostos e aumento na carga horário de aulas teóricas e práticas, o valor da CNH está cerca de R$ 100 mais caro, em algumas autoescolas da cidade. Segundo a proprietária Magda Melo, no valor cobrado estão incluídas várias taxas do governo Estadual. Primeiro, paga-se a taxa de inscrição inicial de
R$ 46; o psicotécnico que é pago na clínica e custa R$ 113; depois os gastos com o curso teórico de R$ 150, que tem duração de 45 horas e, posteriormente, a autoescola deve marcar a prova escrita, no valor de R$ 46.
Se for aprovado no curso teórico é emitida a licença de aprendizagem, que dá direito a conduzir o veículo com o instrutor ao lado, o que custa R$ 35. Em seguida começa o curso prático, com 20 aulas de direção, pelo qual os alunos que querem tirar a CNH de carro devem pagar a quantia R$ 720. Depois das aulas concluídas, se a pessoa estiver apta, segue para o exame de rua, quando suas habilidades na direção serão avaliadas por um examinador. Quando o exame é marcado, o candidato deve pagar uma taxa de R$ 46 para o governo e mais R$ 55 do aluguel do veículo. “Como as taxas do governo são pré-estabelecidas, então as empresas para chamar atenção do cliente devem inovar nos valores das aulas práticas ou teóricas”, explica Magda.
Em outra autoescola de Uberaba, os impostos cobrados são os mesmos, entretanto, o preço é diferente, segundo a dona da empresa, Roseli. M. Oliveira. O valor cobrado é de R$ 1.090, tanto para carro quanto para moto. Anteriormente, o preço era R$ 100 mais barato, mas diante dos recentes reajustes os valores mudaram. “Cada escola tem o seu diferencial, invisto nas minhas aulas e pago bem aos instrutores, para que os alunos tenham bons resultados na hora da prova”, explica Roseli, ressaltando que também oferece aos clientes diversas formas de pagamento.
Magda também investe nas formas de pagamentos: o cliente pode fazer um pacote e dividir o valor em quatro vezes ou pagar de forma separada cada taxa e as aulas e, ainda, à vista, que sai com desconto. “Temos diversos gastos, além dos impostos, o salário dos instrutores aumentou e o combustível também está mais caro”, afirma Magda, ressaltando que o preço não inibiu o cliente e as oportunidades ajudam bastante. (GS)

ter habilitação neste país virou caso de endinheirados.
ResponderExcluirImagine quem ganha salário mínimo e ainda pagar para ter habilitação? Muitos profissionais ficaram de fora e não é à toa que empresas de transporte estão recrutando - pagando - o curso na autoescola para os futuros empregado.
Absurdo!