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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Carro com câmbio automático pode gerar acidentes de trânsito

Trânsito Escola – Muitos automotores com câmbio automático estão sendo vendidos no Brasil. Trata-se de tecnologia inovadora que proporciona conforto aos condutores de vias abertas à circulação nas pistas de rolamento públicas.

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Ao lado, o câmbio manual de muitos veículos vendidos no Brasil. Os alunos de autoescolas (CFC), quando se aprovam em todas as etapas exigidas ao processo de habilitação de trânsito terrestre, não têm qualquer habilidade com o carro cujo câmbio de marcha seja automático.

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Quando o câmbio de marchas não é automático, o condutor precisa usar o pedal de embrechem – foto ao lado – para engrenar alguma marcha, de forma que o veículo prossiga, desenvolva velocidades. Sem acionar o pedal de embreagem não é possível engatar nenhuma marcha – tem pessoas que conseguem, mas é perigoso. No acionamento dos pedais temos, o pé direito aciona o pedal do acelerador, para acelerar o veículo, e o pedal do freio, quando há necessidade de reduzir a velocidade, já o pé esquerdo, o condutor aciona o pedal da embreagem para poder trocar de marcha, engatar a primeira marcha, ou colocar o veículo em ponto morto.

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Quando o veículo possui câmbio de marcha automático – foto ao lado – o condutor encontra um universo diferente. No câmbio automático, os movimentos são para frente e para trás, o que é muito diferente do câmbio manual cujos movimentos são, além de serem para frente e para trás, diagonais – por exemplo, da segunda marcha para a terceira marcha.

O condutor que nunca dirigiu automotor com câmbio automático, com certeza, sentirá certa dificuldade. Por quê? Pelo hábito condicionado aprendido nas aulas de direção no CFC. O que é normal, pois os alunos aprendem a dirigir em veículos motorizados com câmbios manuais.

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Além da diferença no câmbio, há diferenças nas quantidades de pedais para o condutor. Na foto ao lado há dois pedais quando o automotor possui câmbio automático. O primeiro pedal, da direita, pertence a aceleração de velocidade, o segundo pedal, o da esquerda, é do freio de serviço, que ocasiona a diminuição da velocidade ou a parada total do veículo – não confundir com o freio de estacionamento.

O perigo do hábito condicionado e a pressa em dirigir

o condutor que está acostumado a dirigir automotor cujo câmbio é manual poderá causar acidente de trânsito tanto para si quanto para os demais usuários de vias terrestres. Como dito, o aluno de autoescola (CFC) aprende a dirigir em veículos dotados de câmbios manuais. As 20 horas aulas condicionam os condutores a terem um comportamento compatível com a situação que estão vivenciando, no caso usar os três pés, cada qual em sua função correta em acionar os pedais, para poder dirigir. A mão direita do condutor também está condicionada a fazer movimentos compatíveis com as trocas de marchas do câmbio manual. melhor dizendo, o cérebro do condutor está condicionado a uma vivência ao conduzir o veículo motorizado.

Disso, quando o condutor acostumado, condicionado em seus reflexos motores tenta, pela primeira vez, dirigir automotor cujo câmbio é automático há confusão e erro ao se comportar numa nova vivência. Isso não quer dizer que o condutor não possa ter seu veículo com câmbio automático, mas se faz necessário treinar primeiramente antes de se aventurar pelas vias públicas abertas à circulação. Do contrário, um segundo pode ser fatal em sua confusão motora e percepção mental. Não podemos esquecer que um veículo cuja velocidade média seja de 60 km/h (sessenta quilômetros por hora) percorre, em um segundo, 17 m (dezessete metros). Imagine acidente de trânsito à frente, o condutor usa o pé esquerdo para frear o carro com câmbio automático pensando no terceiro pedal.

Por isso mesmo é necessário treinar, que dizer, criar um novo hábito condicionado – conduzir veículo é um hábito condicionado na maior parte do comportamento do condutor – para não se ferir e não ferir demais usuários de vias terrestres. O melhor seria sob supervisão de instrutor de trânsito, pois é profissional qualificado para treinar o condutor habilitado a nova vivência.

O perigo acabou? Não, pois quando se acostumar a dirigir carro com câmbio automático, mesmo que tenha habilidade posterior com câmbio mecânico, na troca de veículo cujos câmbios são diferentes, mesmo assim há necessidade de que o cérebro se acostume a nova mudança. Em pouca palavras, o condutor deve sempre agir com cautela, principalmente quando há nova condição de vivência no veículo por questões ergonômicas e tecnológicas.

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