Um instrutor de uma autoescola foi preso por crime de extorsão, na segunda-feira (06.02), no município de Vila Rica (1.259 a Nordeste). O acusado, Christiano Santana da Cunha, 38, tinha cobrado R$ 1,2 mil para aprovar uma mulher na prova prática de direção de veículo, para emissão de carteira de habilitação.
A denúncia foi feita pelo marido da vítima à Delegacia da Polícia Civil. De acordo com ele, o acusado ameaçou reprovar novamente sua mulher caso ele não pagasse a quantia exigida.
A Polícia orientou a vítima a marcar um encontro em uma lanchonete para realizar o pagamento e no local combinado o delegado Vitor Chab e os investigadores Iurg Vitor e Flavio Ornellas efetuaram o flagrante no momento que Christiano recebia o dinheiro.
O instrutor foi encaminhado a Cadeia Pública local.
Trânsito Escola
Extorquir: “ Obter por violência, ameaças ou ardil”.
Alguns profissionais, seja instrutor ou não, sempre pensam no “jeitinho” brasileiro de ganhar dinheiro, fácil. Na matéria acima a vítima se sentiu lesada pela coação do instrutor. Há candidatos a habilitação de trânsito terrestre que aceitam de instrutores e/ou examinadores de trânsito pedido de “colaboração”, em dinheiro, para poder o candidato (a) ser aprovado (a) na prova de direção.
Coação também pode ser psicológica:
- “Quero ajudar você! Sei que é muito difícil passar na prova de direção, logo é melhor pagar para passar”;
- “Não quero amedrontar, mas acho que você não tem condições de passar na prova. Que tal conversar com o examinador mediante propina?”;
- “Se não ‘contribuir’ como todos estão contribuindo você não terá chances de passar na prova”.
Denuncie. Faça valer seus direitos. Quem se sujeita a isso se denigre, humilha-se, assume postura de incapacitado. Não aceite, mostre que tem capacidade e, acima de tudo, coragem, pois, quem participa da vida real é sujeito aos erros; mas saber erguer-se é demonstração de coragem, lucidez. E mais ainda, não permitir que a corrupção se prolifere, pois os tormentos do futuro são cultivos do passado – aceitar corrupção é mais tarde exigir direitos constitucionais, mas tê-los na realidade.
