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sábado, 21 de dezembro de 2013

Reflexões natalinas, de Trânsito Escola

TE natal

"Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola." (Albert Einstein)

Trânsito Escola – 2013 já está no final, antes teremos o natal. Natal, festa adorável para uns e odiado por outros. Aos que amam o natal, como eu, nada mais magnânimo estar junto da família. Aos que perderam algum ente querido por acidente ocasionado por condutor alcoolizado, ou por que o condutor estava alcoolizado e perdera o controle da direção veicular, a tristeza dos que ficaram.

A mensagem pode parecer destituída de cabimento quando se fala em dia feliz, mas dia feliz é dia onde universalmente todos são felizes. Não quer dizer que devemos, os que não tiveram algum amigo, parente, familiar perdido no caótico segmento social trânsito, não rir, não festejar. A proposta, pois é natal, não é somente se empanturrar de bebidas e alimentos, todavia fazer que cada qual, seja por dois minutos, refletir sobre a civilidade no trânsito brasileiro.

O natal não é comemorado como se é entre os católicos, algumas religiões não comemoram com a mesma intensidade (liturgia) que a católica, como o Islamismo, o Judaísmo, o Budismo, o Protestantismo, as Afro-Brasileiras (Candomblé e Umbanda), o Hinduísmo, o Taoísmo. Quem não comemora o Natal? | Cultura | EBC

Seja como for, o importante é que, indiferente de religião, filosofia, todos meditem, rezem por um trânsito humanizado cujos valores principais não sejam “tempo é dinheiro” (entregas de mercadorias, produtos, horário para chegar ao trabalho etc.), “direitos sobre todos os demais usuários” (beber álcool e dirigir, desrespeito quantas às normas de circulação e conduta, os direitos dos pedestres).

Sim, você que pede sua pizza não seja tão exigente, pois a culpa não é primordialmente do entregador, mas do caótico sistema de Lâmpada(i) mobilidade urbana no Brasil. Mais veículos particulares nas vias, mas transtorno à nação.

A sociedade capitalista consumista tem pressa, mas não quer saber sobre o direito à vida de outro semelhante, como o motofrentista, o motoboy. Todos reclamam sobre seus direitos (CDC) se esquecendo que o sistema vergonhoso, ignóbil nas políticas brasileiras de imobilidade urbana é a maior culpada pelos transtornos e mortes nas vias brasileiras.

O que estarrece mais é ver que cada vez mais as fiscalizações eletrônicas de velocidade (fixo, móvel, portátil e estático) estão nas vias públicas de todo o país, e mais ainda os aparelhos sofisticados que chagam ao Brasil. Não sou contra tais tecnologias, mas temos que ver que o CTB prioriza à segurança no trânsito através de sinalização, condições e qualidade da pista de rolamento, angulação da pista quando curva, sistemas tecnológicos capazes de minimizar acidentes, como o uso de contador de tempo decrescente usados nos semáforos.

Mais de 70% das vias públicas (rodovias, principalmente) estão em péssimas condições de transitabilidade. Crateras lunares se tem nas vias públicas, e a cada ano nada se faz com eficiência EC/1998. E o que pensar da lama, mas muita lama, por centenas de milhares de vias sem pavimentação? Os caminhoneiros, os que escoam riquezas nacionais nas vias públicas (rodovias) sabem muitíssimo bem o que digo: terror.

Sim, a culpa é dos condutores que teimam em desrespeitar os limites de velocidade nas vias, de consumirem álcool e dirigirem, de entrarem na contramão de direção, de fazerem competições (rachas, pegas) sem autorizações, do condutor que não espera o pedestre concluir sua travessia sobre a faixa de pedestre, o pedestre que se joga na via como kamikaze enfurecido, avança o semáforo na cor vermelha como suicidas em desespero. Contudo as políticas de mobilidade urbana no Brasil são as piores do mundo. Somando tudo temos um “tsunami” sem precedentes arrasando, matando.

Mas não só as leis que irão mudar, mas a educação, o comprometimento com a vida, a humanização, a civilidade no trânsito. Não é preciso frequentar estabelecimentos educacionais para saber respeitar o próximo. A educação começa dentro das famílias, núcleos familiares.  Essa educação tem como primazia o valor do ser humano integral e universal, em todos os contextos sociais e políticos em nossa nação. Também tem como primazia a educação política, de forma a educar intelectualmente sobre os deveres do Estado diante do estado Democrático de Direito, as responsabilidades constitucionais dos agentes públicos (artigo 37, da CF/1988) perante a Administração Pública, e esta à nação.

"Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola." (Albert Einstein)

Sim, educação moral, ética e espiritual deve ser universalista, e a começar nos lares brasileiros.

Aos instrutores de trânsito, aos donos de autoescolas, aos administradores públicos, aos Congressistas, aos juízes, uma nação grandiosa humanizada é a que tem em sua essência o respeito, a manutenção da civilidade.

Não adianta aplicar penas se não há ressocialização dos que cometeram acidentes de trânsito – quando condenados pagam cestas básicas.

Não se pode fazer lei que só puna (como, no caso, das fiscalizações de velocidade), enquanto os próprios órgãos públicos são negligentes, omissos em suas responsabilidades diante do SNT.

Não se pode apenas cobrar direitos enquanto se dirige alcoolizado colocando em risco a própria vida, a vida dos familiares, dos demais usuários de vias terrestres.

 

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