Brasil Progresso/Trânsito Escola – Não é de hoje que muitos ateus e outras religiões, não evangélicas, não gostam de evangélicos, que por sinal é uma generalidade por culpa de alguns fanáticos.
Fotografia de um televisor exibindo o momento em que Sérgio von Helde chuta a estátua
A Constituição Federal de 1988 diz que o Estado é laico, ou seja (dicionário Houaiss):
- “que ou aquele que não pertence ao clero nem a uma ordem religiosa”.
- “que ou aquele que é hostil à influência, ao controle da Igreja e do clero sobre a vida intelectual e moral, sobre as instituições e os serviços públicos”.
O Estado brasileiro não está vinculado a qualquer ordem religiosa, que muito cerceia a liberdade de expressão, intelectual, científica.
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Sabemos que numa Democracia consolidada, os Direitos Humanos e a Dignidade da Pessoa humana são alicerces importantíssimos na vida de um povo. Ambos impedem qualquer lei, ação que possam cercear o ser humano, diminuir a sua importância, enquanto ser livre, pois as leis foram criadas pelo homem, assim como os sensos de “vergonha”, “feio”, “bonito”, “ridículo”.
O Brasil poderá ser, sim, um Estado Ditador se permitirmos que religiões ditem comportamentos aos cidadãos. Qualquer religião que tenta cercear outras religiões é considerada ditadora, opressora, sectarista, e não são confiáveis aos olhos de pessoas sensatas.
“Cuidado com o líder que rufa os tambores da guerra para urgir os cidadãos em fervor patriótico, pois o patriotismo é realmente uma espada de dois gumes. Ele tanto encoraja o sangue, como também encolhe a mente. E quando os tambores da guerra alcançam uma tensão e o sangue ferve com ódio e a mente se fecha, o líder não terá necessidade de assumir as obrigações de cidadão, que infundidos com medo e cegados pelo patriotismo, oferecerão todos os seus direitos para o líder com satisfação. Como vou saber? Por isso, já basta. E eu sou Julio César”.
Se pegarmos a frase dele e adaptarmos para os fanáticos religiosos ficará assim:
“Cuidado com o líder que rufa os tambores da guerra para urgir as religiões em fervor religioso, pois a religião é realmente uma espada de dois gumes. Ela tanto encoraja o sangue, como também encolhe a mente. E quando os tambores da guerra alcançam uma tensão e o sangue ferve com ódio e a mente se fecha, o líder não terá necessidade de assumir as obrigações religiosas, que infundidos com medo e cegados pela religião (líder ou líderes), oferecerão todos os seus direitos para o líder com satisfação. Como vou saber? Por isso, já basta. E eu sou Julio César!”
Se permitirmos que certas religiões ditem comportamentos, o Brasil estará retornando a Idade Média com perseguições a tudo que seja contra os preceitos da religião dominante. Muitos historiadores atuais dizem que a Idade Média não foi a Idade das trevas, como fora conceituado antes. Houve desenvolvimento artístico, científico e filosófico. Mas em qualquer era humana houve desenvolvimento seja lá qual for. O que se aponta como Idade Negra foi a dominação da Igreja Católica na condução da vida do povo, quase a Europa toda.
Tudo era pecado: uso de ervas medicinais, gays, sexo etc. Quem não seguisse a histeria coletiva religiosa, ao pé da letra, na fogueira era lançado. A intolerância religiosa é a mais baixa vibração da alma humana. É o verdadeiro “descer do anjo”. Perseguições e intolerâncias religiosas representam condutas trogloditas e não de pessoas civilizadas.
Mas devemos nos ater que seja evangélica ou não qualquer religião que cerceia o livre pensamento e conduta – desde que tais condutas não sejam de sectarismo, preconceitos, incitação a violência – toda e qualquer religião é falsa, pois religião deve promover o bem comum, a paz, a tolerância. Chega de guerras!
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