Na ocasião, segundo a condutora, ela foi impedida de continuar a prova por estar usando véu islâmico, conhecido como hijad, lenço que cobre a cabeça e parte do rosto. Quando estava próxima de finalizar o exame, foi abordada por uma funcionária que pediu que retirasse o véu para continuar a prova. Como negou-se, teve de abandonar o exame e o caso foi parar na polícia.
Ahlam acha que houve despreparo e considerou o problema encerrado. "Foi falta de instrução por parte da pessoa que estava monitorando. Deviam ter perguntado a alguém com mais experiência. Espero que não aconteça com outra muçulmana. O véu faz parte da minha vestimenta e jamais fraudaria o exame. Pelo menos fui aprovada", comentou Ahlam.
O órgão condenou o episódio e abriu processo administrativo para apurar o fato e tomar as medidas cabíveis, que incluem a possibilidade de descredenciamento da autoescola.
FONTE: DIÁRIO DO GRANDE ABC
