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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Quando o exibicionismo mata

As cenas mostram  a irresponsabilidade diante da própria vida: carros adaptados que podem a qualquer momento causar acidentes, pessoas que ficam próximas dos veículos podendo sofrer acidentes.

O exibicionista sente necessidade de se expor ao perigo para dizer que é corajoso, desafiador, poderoso, mas no fundo há uma gama de conflitos de personalidade. Esses conflitos podem ter vários motivos:

1) Complexo de inferioridade – qualquer ser humano possui, mas cada qual com um grau. Cada qual tentará se sobressair no grupo inserido e dependendo do grau de STATUS que dá importância ao que vá usar. O veículo representa na sociedade mais do que um meio de deslocamento. O possuir um veículo são sinônimos de “liberdade”, “poder” e “nobreza”. O possuir um veículo é fazer parte de pessoas bem sucedidas. Por outro lado se tem a transferência. O descaso dos governantes diante dos abismos sociais cujos motivos são puramente de politicagem onde se favorece a elite do Brasil com acentuada importância de infraestrutura enquanto aqueles que não são da elite devem se contentar com a ajuda de Deus – é fácil ver a realidade cruel. Os bairros onde têm mais pessoas com poder aquisitivo merecem prioridade quanto ao asfalto, água canalizada, segurança pública etc. Ainda há os conflitos familiares quando a educação é desprovida de virtudes. Muitas vezes  a transgressão das leis representa uma transgressão inconsciente aos pais ou a pessoas que imputaram sofrimento – não pense que isso acontece apenas nas camadas sociais mais pobres;

2) Revolta – o desafiar diante das leis de trânsito é representado por revolta contra o “sistema” que atualmente é corrupto, maquiavélico, oportunista. Sabemos que o Brasil é um país de desiguais seja na distribuição de renda, na importunidade de crescimento socioeconômico sem a necessidade de “bolsa família”, “bolsa e mais bolsas”. O sistema atual cria ainda mais revolta porque cada qual quer se desenvolver pelos próprios méritos, porém não permite;

3) Impunidade – num país onde os políticos furtam o dinheiro da nação e nada acontece com eles há de gerar inconformismo dos cidadãos brasileiros. A atualidade brasileira permite que certo político possa renunciar o cargo quando estiver sob suspeita. Os políticos são agentes políticos:  exercem funções públicas da estrutura constitucional do Estado e desempenham atividades fundamentais e estratégicas na estrutura dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. No poder executivo – são os chefes do executivo (presidente, governador, prefeito) e seus auxiliares diretos (ministros e secretários estaduais). No Legislativo (senadores; deputados federais, estaduais e distritais; e vereadores). No Judiciário (os ministros de tribunais superiores, desembargadores, juízes titulares e substituto. Para alguns doutrinadores, além desses deve-se acrescentar os membros do Ministério Público (procuradores de justiça e promotores), os membros do Tribunal de Contas. Uma minoria ainda acrescenta os procuradores de estado e defensores públicos. Esses agentes são remunerados por meio de subsídio. Agora imagine um não político que assalta e mata estupidamente uma idosa. Imagine que ele possa “renunciar” o crime porque tem proteção “especial” e assim não será punido severamente. É assim que acontece com a atual politicagem brasileira. O único meio de se acabar com isso é o Ficha Limpa e que cada ato de assalto e desvio de dinheiro público seja enquadrado no código penal e de processo penal como qualquer brasileiro não político responde. O povo tem o poder de mudar a constituição. Quero ver se algum político corrupto irá continuar a fazer o que faz quando responder perante os códigos penal e de processo penal.

A realidade brasileira:

1) Acabar com a impunidade geral em nossa nação;

2) Todos tiverem oportunidades iguais;

3) Os políticos, principalmente e urgentíssimo, não puderem mais usar a renúncia de cargo para fugir as punições.

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