Silicone contendo impressão digital
Há quem diga que não é crime de sumária importância diante dos constantes furtos de políticos aos cofres públicos, de pedófilo etc.A cultura brasileira não considera crime o uso de silicone contendo a impressão digital de aluno de autoescola para liberá-lo das aulas teóricas ou/e de direção.
Quero ver se os vestibulandos ou os concurseiros (fazem provas para concursos públicos) não reclamariam se as provas fossem fraudadas.
Claro que muitos reclamariam, e com toda certeza. Injusto é para pessoas que estudam, se desempenham arduamente e, no final, os esforços dispendidos nos estudos são perdas de tempos, pois as respostas foram vendidas.
Perguntas para se discernir:
- Alguém confiaria a um médico, que nunca frequentou as aulas de anatomia para dessecar e conhecer o corpo humano, o próprio corpo para aquele operar?
- Alguém confiaria a construção de um prédio a um engenheiro civil que não estudou coesão dos materiais, granulometria, resistência dos materiais e cálculos estruturais?
- Alguém confiaria o próprio corpo a um profissional de saúde que não tem especialidade, como, por exemplo, um médico que não tem especialidade em cirurgia plástica.
- Alguém procuraria um bacharel em direito em mestrado em direito civil para defender causa de direito penal?
- Alguém largaria, totalmente, o tratamento de câncer para se dedicar a cura milagrosas?
As leis de trânsito mudaram, assim como os sinais de trânsito. Antes de 1997 – ano da promulgação do novo código de trânsito brasileiro (CTB) – havia pouca sinalização de trânsito nas vias, os sinais horizontais (pinturas sobre o asfalto) eram poucos ou ausentes na maioria das vezes.
Não poderia ser diferente diante dos avanços científicos e tecnológicos. Os sinais de trânsito possuem embasamento cientifico dentro da física, mecânica. Não são criadas pelo simples pensar e colocadas sem qualquer critério.
Quais são as consequências para a sociedade quando um candidato à habilitação a obtém sem frequentar as aulas teóricas, principalmente, e as de direção veicular?
Faço um desafio.
Mas este desafio ficará na sua mente, leitor. Não haverá cobrança por parte deste blog, porém a sua consciência, sim.
1) Tais locais não possuem os sinais de trânsito: “dê a preferência”, “semáforo” e “parada obrigatória”. Quem tem a preferência de passagem?
Nota: clique sobre as imagens para aumentá-las
a)
Veículos “particulares” – tal termo não existe mais, porém usado para facilitar.
b)
Veículos “particulares” – tal termo não existe mais, porém usado para facilitar.
c)
A ambulância está com os sinais sonoros acionados
d)
2) Veja cada figura e responda:
a) Um veículo está num cruzamento não sinalizado. A posição dele é referente a rua vertical, mas está na de baixo. O condutor poderá ir para a rua de cima, à esquerda dele ou à direita dele? Justifique.
Caso tenha respondido 75% dá para dizer que você tem a probabilidade, de 75%, de não matar no trânsito pois a proporção de acerto é a proporção de conhecimento e, conhecimento, faz parte dos elementos da direção defensiva. Habilidade não é tudo na condução veicular.
Quem burla a lei estará contribuindo para as mortes no trânsito. As aulas teóricas e práticas quando bem administradas por profissionais competentes – instrutores de trânsito – valorizam a humanização no trânsito, além de ensinar os sinais e as regras de trânsito.
A falta de respeito no trânsito é a desvalorização da vida humana. Os custos são desde a tristeza e dissolução familiar, a destruição de elementos rodoviários – a reposição custa dinheiro que vem dos impostos –, a condição de “normalidade” de que matar no trânsito não dá cadeia e é normal, gerando sociopatas.
Contribua para reduzir os acidentes de trânsito. Denuncie quem frauda o processo de habilitação. Ame a sua e a vida das demais pessoas. Amar é, também, impedir fraudes no processo de habilitação. Ame!
