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domingo, 26 de setembro de 2010

Crime vistos como “inofensivo”


Silicone contendo impressão digital
Há quem diga que não é crime de sumária importância diante dos constantes furtos de políticos aos cofres públicos, de pedófilo etc.

A cultura brasileira não considera crime o uso de silicone contendo a impressão digital de aluno de autoescola para liberá-lo das aulas teóricas ou/e de direção.


Quero ver se os vestibulandos ou os concurseiros (fazem provas para concursos públicos) não reclamariam se as provas fossem fraudadas.

Claro que muitos reclamariam, e com toda certeza. Injusto é para pessoas que estudam, se desempenham arduamente e, no final, os esforços dispendidos nos estudos são perdas de tempos, pois as respostas foram vendidas.


Perguntas para se discernir:

- Alguém confiaria a um médico, que nunca frequentou as aulas de anatomia para dessecar e conhecer o corpo humano, o próprio corpo para aquele operar?

- Alguém confiaria a construção de um prédio a um engenheiro civil que não estudou coesão dos materiais, granulometria, resistência dos materiais e cálculos estruturais?

- Alguém confiaria o próprio corpo a um profissional de saúde que não tem especialidade, como, por exemplo, um médico que não tem especialidade em cirurgia plástica.

- Alguém procuraria um bacharel em direito em mestrado em direito civil para defender causa de direito penal?

- Alguém largaria, totalmente, o tratamento de câncer para se dedicar a cura milagrosas?


As leis de trânsito mudaram, assim como os sinais de trânsito. Antes de 1997 – ano da promulgação do novo código de trânsito brasileiro (CTB) – havia pouca sinalização de trânsito nas vias, os sinais horizontais (pinturas sobre o asfalto) eram poucos ou ausentes na maioria das vezes.

Não poderia ser diferente diante dos avanços científicos e tecnológicos. Os sinais de trânsito possuem embasamento cientifico dentro da física, mecânica. Não são criadas pelo simples pensar e colocadas sem qualquer critério.

Quais são as consequências para a sociedade quando um candidato à habilitação a obtém sem frequentar as aulas teóricas, principalmente, e as de direção veicular?

Faço um desafio.

Mas este desafio ficará na sua mente, leitor. Não haverá cobrança por parte deste blog, porém a sua consciência, sim.



1) Tais locais não possuem os sinais de trânsito: “dê a preferência”, “semáforo” e “parada obrigatória”. Quem tem a preferência de passagem?

Nota: clique sobre as imagens para aumentá-las

a)





Veículos “particulares” – tal termo não existe mais, porém usado para facilitar.



b)





Veículos “particulares” – tal termo não existe mais, porém usado para facilitar.



c) 





A ambulância está com os sinais sonoros acionados


d)
Veículos “particulares” – tal termo não existe mais, porém usado para facilitar.



2) Veja cada figura e responda:

a) Um veículo está num cruzamento não sinalizado. A posição dele é referente a rua vertical, mas está na de baixo.  O condutor poderá ir para a rua de cima, à esquerda dele ou à direita dele? Justifique.
b)  Quem tem a preferência de passagem? Justifique.
c) Existem duas linhas paralelas e tracejadas transversais a pista de rolamento. O que significam?
d) Existe no cruzamento uma área pintada no solo cuja cor é amarela e tem formato de xadrez. O que significa?
e) Como mostra a figura baixo existem várias linhas na cor amarela. O que significam?
f) Na imagem abaixo vemos uma viatura parada em área de permissão de parada e estacionamento. Qual o tempo de permanência da viatura ou de qualquer outro veículo sobre o sinal no solo? E se passar o tempo de permanência – no caso veículo não policial ou de emergência – qual será a infração?

Caso tenha respondido 75% dá para dizer que você tem a probabilidade, de 75%, de não matar no trânsito pois a proporção de acerto é a proporção de conhecimento e, conhecimento, faz parte dos elementos da direção defensiva. Habilidade não é tudo na condução veicular.

Quem burla a lei estará contribuindo para as mortes no trânsito. As aulas teóricas e práticas quando bem administradas por profissionais competentes – instrutores de trânsito – valorizam a humanização no trânsito, além de ensinar os sinais e as regras de trânsito.

A falta de respeito no trânsito é a desvalorização da vida humana. Os custos são desde a tristeza e dissolução familiar, a destruição de elementos rodoviários – a reposição custa dinheiro que vem dos impostos –, a condição de “normalidade” de que matar no trânsito não dá cadeia e é normal, gerando sociopatas.

Contribua para reduzir os acidentes de trânsito. Denuncie quem frauda o processo de habilitação. Ame a sua e a vida das demais pessoas. Amar é, também, impedir fraudes no processo de habilitação. Ame!
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