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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Unicamp vai avaliar nova cadeirinha de 2 pontos

O engenheiro e professor Celso Arruda vai analisar os novos dispositivos

Três empresas vão lançar no mercado nacional cadeirinhas para crianças que podem ser utilizadas em veículos com cintos de segurança de dois pontos, que é o sistema instalado em veículos fabricados no País até o ano de 1998. Com isso, os proprietários de aproximadamente 12 milhões de veículos, que utilizam este tipo de sistema de segurança, vão ter condições de cumprir a lei que obriga o uso das cadeirinhas para crianças de até dez anos, que começa a vigorar em setembro.


A novidade foi revelada ontem pelo engenheiro Celso Arruda, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que vai avaliar nos próximos dias o relatório com o resultado dos ensaios de segurança que estão sendo realizados em laboratórios da Europa. Após esta análise do especialista da Unicamp, as novas cadeiras vão ser encaminhadas ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para certificação final.

Arruda manteve em sigilo o nome das empresas, porém adiantou que o objetivo dos fabricantes é de disponibilizar as novas cadeiras no mercado a partir de outubro nas lojas especializadas. O especialista explicou que, caso não fossem criados esses modelos para cintos de segurança de dois pontos, os proprietários de veículos fabricados até 1998 seriam obrigados a passar por um recall nas montadoras de veículos para adaptar os cintos de segurança de três pontos em seus automóveis.

A instauração deste recall causaria muitos transtornos. “Para garantir o cumprimento da nova lei, as montadoras seriam obrigadas a fazer gratuitamente as adaptações e isto seria um transtorno para os donos e também para os fabricantes de automóveis, que teriam que dispor de uma estrutura especial em suas concessionárias para atender a demanda”, avaliou Arruda.

Não há um levantamento oficial sobre o volume da frota de carros com cintos de segurança de dois pontos, porém, dos quase 30 milhões de veículos de passeio que circulam no País, aproximadamente 12 milhões foram fabricados antes de 1998, segundo o mais recente estudo sobre a frota circulante feito pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

Arruda explicou que as 25 empresas fabricantes de cadeirinhas (sete nacionais e 18 estrangeiras) que atuam no mercado brasileiro disponibilizam 97 modelos de cadeiras, todos para cintos de três pontos. “É um risco utilizar essas cadeiras nos veículos mais antigos, pois não foram fabricadas para essas condições, nem houve teste de segurança. Para solucionar a questão, três fabricantes decidiram testar suas cadeiras em cintos de dois pontos e obter a certificação do Inmetro para comercializar nesse segmento”, disse.

Segundo Arruda, não houve mudanças drásticas nas cadeiras e não haverá alterações na linha de produção dos fabricantes. A nova cadeira deverá entrar no mercado um mês após a lei entra em vigor e a fiscalização de trânsito deverá utilizar o “bom senso” nos primeiros meses de vigência da lei. Afinal, os proprietários de veículos que foram fabricados antes de 1998 não vão contar com opções para cumprir a lei e deverão aguardar o surgimento das novas cadeirinhas no mercado para transportar as crianças com idade até dez anos.

Fonte: UOL

Pergunta:
- Você acha que a cadeirinha é necessária ou não? Há uma corrida para ganhar dinheiro por parte dos fabricantes ou são pesquisas sérias?
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