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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Indefesos e agressores

Fico “perplexo” diante de alguns motoristas de ônibus. Podem falar que eles são obrigados a trabalharem exaustivamente porque os donos de empresas de transporte coletivo querem saber de $$$$$$$$$$$$$$$$$$, 00.
Concordo que as jornadas exaustivas levam aos motoristas de tais veículos ao estresse. Muitos estão com pressão alta, subnutridos (café, pão com queijo e salgadinhos não fornecem nutrientes necessários a saúde do ser humano)

Aliás, a maioria tem taxa de triglicérides bem acima do limite aceitável. Estresse causa várias doenças ao organismo humano: pressão alta, níveis de colesterol, úlcera insônia etc.
Há nisso alguma justificativa para os atos bárbaros de alguns motoristas em relação aos idosos, estudantes uniformizados, gestantes e qualquer usuário? Penso que não.
Entendo que os donos de empresas de coletivos públicos obrigam os motoristas a não pararem para idosos e estudantes da rede pública porque “tomam lugar do usuário pagante”.
Também há a acirrada concorrência para pegar passageiros. Duas empresas que exploram um trajeto semiparecido disputarão os “clientes” – lembra-me as vans na disputa de “clientes” – a unhas e dentes.
O CTB é claro “os veículos de grande porte são responsáveis pela integridade dos veículos de pequenos portes e pelos pedestres”.
E quem punir, primeiramente?
Primeiro vejo que a punição deve começar pela prefeitura por permitir que empresas de transportes coletivos funcionem sem a menor capacidade de segurança veicular – pneus carecas, freios ruins, assentos dos passageiros semissoltos etc.
Exigir qualificação dos condutores de transportes coletivos conforme as exigências do CTB (Código de Trânsito Brasileiro).
O Ministério de o Trabalho fiscalizar as condições de trabalho de tais motoristas seja a carteira assinada, horas-extras etc. infelizmente há empregadores que sabem das necessidades de seus empregados e aproveitam a lentidão, recursos trabalhistas para forçarem os empregados aos acordos unilaterais: a do patrão.
Segundo, os motoristas que realmente não estão nem aí para a vida alheia. Punição é a medida útil para acabar de vez com esses “psicopatas” ao volante. E pensam que não têm? A avaliação psicológica é um requisito necessário para a permissão de conduzir transporte coletivo nas vias públicas.
Punir os usuários. Como assim? Eles mesmos “incentivam” os motoristas de coletivos a serem “incorretos”: não esperam o ônibus parar e já pulam porta a fora; reclamam da lentidão do motorista e exigem que corram mais – isso porque algumas pessoas (passageiros) acordam tarde e querem chegar ao local de destino num passe de mágica.
Enfim, a questão é minuciosa e necessitam de apoio dos prefeitos, donos de empresas de transporte coletivo preocupados com a qualidade dos passageiros e dos empregados e da população em geral.
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