Representantes de autoescolas se reuniram ontem (18/02/2013), na Câmara dos Deputados, para debater o uso de simuladores em aulas de direção. O encontro aconteceu às 9h, no auditório Freitas Nobre, e deve durar todo o dia.
As empresas do setor defendem a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo 1263/13, que revoga a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que obriga o uso de simuladores de direção nas aulas. No último dia 11, o Plenário da Câmara aprovou a urgência para a análise do projeto.
Em um protesto na semana passada, os donos de autoescolas estacionaram seus carros nas proximidades do Congresso. Eles afirmam que o simulador é caro – custa de R$ 30 mil a R$ 40 mil – e não traria grandes benefícios para os alunos. Por conta das reclamações, o Contran anunciou que só vai exigir os simuladores a partir de julho.
Íntegra da proposta:
PDC-1263/2013
Agência Câmara
Trânsito Escola – Com já foi abordado aqui em Trânsito Escola sobre o uso de simuladores em outros países, não resta dúvida que é importante para a formação dos futuros condutores. Além disso, candidato à habilitação de trânsito terrestre ou já habilitado podem se beneficiar com o simulador de trânsito.
Há candidato que possui medo de dirigir e este medo, se não trabalhado, não lhe permitirá nas aulas práticas de direção ter bom desempenho. Com o simulador, que é realidade virtual, o instrutor de trânsito poderá trabalhar o emocional do candidato antes de dirigir pelas ruas. Já ao condutor habilitado, que possui algum receio passado, o instrutor de trânsito também poderá trabalhar o emocional do motorista habilitado de forma que, quando na rua, o habilitado não tenha tanto receio e podendo desenvolver melhor nas aulas.
Contudo importante tecer comentários. R$ 40 mil (quarenta mil reais) realmente é muito caro para donos de autoescolas. O CTB prioriza à educação, o Brasil se comprometeu na redução de acidentes de trânsito (PLANO NACIONAL DE REDUÇÃO DE ACIDENTES E SEGURANÇA VIÁRIA PARA A DÉCADA 2011 – 2020 e POLÍTICA NACIONAL DE TRÂNSITO) e o Estado deve agir para a alcançar estes propósitos colaborando com as autoescolas na obtenção dos simuladores de trânsito, pois, onerar demasiadamente as autoescolas e, no mínimo, não querer se comprometer com o plano e a política.