É cada vez mais o apelo de autoridades e de grupos organizados (humanitários) que fazem menções quanto à Lei Seca e sua eficácia plena. Mortes no trânsito são devidas aos comportamentos unilaterais de condutores que se acham no direito de transitar como querem sem se importarem com a vida alheia.
Trânsito Escola sempre alertou que a normalidade em que se acha – até o presente momento – de agir dentro da lei, como, por exemplo, o direito de não assoprar ao bafômetro, constitui, sim, verdadeiro descaso real com a própria vida e, principalmente, demais vidas. Nem tudo que é legal, é moral. Sim.
Analisando a história humana veremos que muitos dos “direitos” prescritos em leis são, atualmente, esdrúxulos quanto aos direitos da pessoa humana. Por exemplos, tinha-se o direito ao duelo quando a honra era afrontada; o direito de o homem matar a mulher em caso de adultério. Como se vê, o direito agora não comporta mais as legalidades do passado uma vez que tais casos são contrários ao bom senso.
Assim, não se pode mais comportar e permitir a natureza plena da justificativa de dirigir alcoolizado e se negar a apresentar provas contra si mesmo. A lei deve ser mudada, pois a necessidade da coletividade sobressai os direitos de poucos – direitos estes que são puramente egoísticos, enfadonhos e bárbaros diante de atual mentalidade cultural e de outros países: a humanidade evolui.
Os defensores dos direitos constitucionais quanto ao não assoprar ao bafômetro são equiparados aos mesmos indivíduos que lutaram contra a abolição da escravatura, contra o direito de voto das mulheres, contra a evolução humana consciencial, racional.
Somente com a união de pessoas voltadas ao bem-estar da nação é que se poderá acabar de vez com a normalidade do direito de violar o bom senso, a dignidade do ser humano, que é agir empaticamente.
