Presos fazem festa com direito a piscina em delegacia do Paraná. Churrasco dos detentos de Bandeirantes teve ainda música e cerveja. 'É constrangedor', diz delegado ao ver imagens feitas em dezembro de 2011.
Fotos divulgadas nesta quinta-feira (8) mostram uma festa feita promovida por detentos da carceragem da Delegacia de Bandeirantes, no norte do Paraná. A comemoração teve direito a churrasco, cerveja, celulares, aparelho de som e até uma piscina inflável, de 2 mil litros, que foi enchida com uma mangueira da própria delegacia.
As fotos foram feitas em dezembro de 2011. Segundo os registros da delegacia, dentre os presos que aparecem nas imagens, dois foram transferidos, um libertado e os outros permanecem na carceragem. Os homens respondem ou responderam a crimes como assassinato, roubo e tráfico de drogas.
O delegado responsável, Alessandro Luz, disse que não tinha conhecimento da festa. “Dá um certo constrangimento de ver uma imagem como essa num setor de carceragem”, comentou ele que também garantiu que irá abrir um inquérito para apurar possíveis falhas de conduta dos funcionários da delegacia.
FONTE: G1
Brasil Progresso
O problema não é tomar banho diante de um calor infernal que o Brasil está suportando seja nesse estado ou em outros. O que choca é ver que presos têm acesso a regalias em que muitos brasileiros trabalhadores - não detentos - não possuem. Antes de qualquer coisa cárcere não pode ser local de torturas ou desumanidade. Deve ser sim, local de ressocialização e, para isso, se faz necessário ensino, trabalho, ajuda humanitária.
Atualmente, no Brasil, os presídios servem como universidades da criminalidade. Essa universidade é garantida pelos inúmeros dispositivos, leis, criadas para garantir os direitos humanos - que é correto - aos detentos. Contudo, da mesma forma que garante a inviolabilidade dos direitos humanos - o não ser torturado, humilhado, cerceado em suas necessidades quanto à sobrevivência - há mecanismos que não ressocialização o detento. Como é dito popular: "mente vazia, oficina do diabo".
Não basta encarcera e esperar que o detento se comporte nos moldes esperados pela sociedade, mas é preciso que a mesma sociedade que o condenou, seja por que não deu condições de ingressas em emprego - pelo tipo de etnia que pertence e/ou credo -, em estabelecimentos de ensino - falta de infraestrutura no transporte público proporcionando gratuidade aos mais pobres economicamente -, é certo que o detento tem que ver o lado bom da sociedade e não vê-la como uma zona de hipocrisia e sectarismo.
Não se trata de justificar as ações dos detentos antes as hipocrisias sociais, mas mudar o comportamento da sociedade como um todo – sectarismo, preconceito, favoritismo, corrupção – para que os jovens de hoje não sejam os violadores de direitos dos mesmos concidadãos que violam os direitos dos jovens, ou seja, o preconceito, o sectarismo, tudo gera condições subumanas para os menos favorecidos socioeconomicamente.
Imaginem. Um industrial, que sonega milhões de reais, mas acaba colocando um flanelinha na cadeia por que este age dentro da ilegalidade. O flanelinha não tem dinheiro para pagar fiança e muito menos contratar advogado particular. É preso, sentenciado e encarcerado em uma cela cuja lotação é de vinte pessoas, mas há oitenta pessoas. Agora, o industrial se mantém solto graças aos seus contatos importantes com agentes públicos, tem dinheiro para pagar ótimo advogado particular, e este consegue arrastar o processo por longos anos chegando a prescrever o processo. Há justiça?
Claro que há pessoas indiferentes à condição socioeconômica e atuam na ilegalidade sempre. Há o desejo de fazer as pessoas de trouxa. Sente em si a felicidade de tomar o que é dos outros. Não há valor moral. Nesse caso tal pessoa deve ser presa, receber tratamento psicológico e, não funcionando, ficar trancafiada pelo resto de sua existência.
Pode parecer draconiano, mas é atitude coerente diante de pessoas que são apáticas e lesão os concidadãos porque não há remorsos ante o sofrimento dos lesados. Contudo, não basta apenas condenar, é preciso mudar valores e ideologias sociais no Brasil que, infelizmente, produz a cada dia cidadãos doente psicologicamente. E a corrupção aliada a favoritismos são causas de comportamentos doentios na sociedade brasileira seja do rico ao pobre economicamente.
Somente com a máxima das virtudes dentro da sociedade é que se poderá pensar e agir dentro da lei, ou seja, respeito ao próximo quando o próximo não discrimina e muito menos se livra de processos por erros nas constituições das próprias leis que favorecem indivíduos com alto poder econômico e social.
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