Uma batalha entre policiais e os sem-terra gerou inúmeros discursos calorosos contra as truculências dos policiais ao expulsar os invasores de terra particular.
1,8 mil (mil e oitocentos) policiais militares contra cerca de 500 pessoas que resistia à ação da PM se tornou em denúncia contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU). Várias de instituições e a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) também encaminharão representação contra o governo paulista.
Os ocupantes do terreno particular invadido, antes da retomado pelos policiais militares, se armaram com porretes, capacetes para motociclistas, pregos etc.
A ordem foi dada e os policiais militares, incumbidos de retomar o terreno invadido, poram-se a fazer o que são obrigados por lei, ou seja, obedecer ao Código Militar cuja negação é passível de prisão.
Direitos Humanos?
Defensores dos direitos humanos acusam os policiais de excesso de poder, violência, barbarismo. Contudo, o que fazer diante de pessoas que se armaram com pregos encravados nos porretes?
O que acontece em nosso país é a hipocrisia velada. Brasil Progresso defende, sim, a verdadeira democracia, os valores humanitários, familiares, ordem, civilidade. No Brasil há os atos de décadas de descaso com as pessoas menos favorecidas socioeconomicamente, isto é, que, infelizmente pela ideologia das elites brasileiras, nasceram em família sem nome e sobrenome importantes, magníficos. Assim é a razão de tantas desigualdades sociais no Brasil.
Realidade
Negros e brancos – os pobres - são vistos como aberrações da natureza, empecilhos ao conforto e sossego dos elitizados brasileiros. Guetos surgiram como forma de confinar as classes bastardas e, assim, proporcionar a tranquilidade dos "eleitos" cidadãos brasileiros.
A própria elite brasileira, a hipócrita, porque há os que são ricos materialmente e espiritualmente, minorias, mas existentes, graças a Deus, “treinou” os policiais para combaterem as classes pobres quando estas cometessem delitos penais. Mas, Montesquieu se revirou no túmulo diante das distorções dos direitos humanos, o que podem fazer os pobres miseráveis quando não há como obter as necessidades básicas, e dadas de graça por Deus – já que se coloca nas cédulas “Deus é brasileiro” – quando são reclusos em seus direitos de trabalhar para poderem ter vida digna? É civilizado discriminar, segregar? É bárbaro lutar pelos direitos naturais, de ter alimentos e se alimentar nutritivamente, de querer alfabetizar os filhos, de ter acesso a prestação de saúde eficiente, de poder encontrar transporte público seguro, eficiente?
Chega de hipocrisias! Décadas de segregações raciais, econômicas, ideologias e táticas de manter o “diferente” (negro, indígena, branco pobre) longe dos elitizados brasileiros fez do Brasil que é: bagunça, escárnio ao verdadeiro Espírito da Lei defendido e idealizado por homens livres em suas almas e idéias cujas ações sempre foram voltadas para o extermínio das ideologias burguesas. Não, senhores e senhoras. Apesar de não se falar mais em “burgueses”, “elites” e “feudais”, não há o que desconsiderar que tais palavras ainda são vivas nas vivências socioeconômicas e sociopolíticas no Brasil.
Sim. Brasil Progresso não pode desconsiderar a evolução que se teve a partir da década de 1990. De lá para cá, graças às políticas de abertura as importações, que fomentou a retirada das indústrias nacionais da idéia de não produzir com qualidade, mas apenas abastecer o mercado, ou vender apenas – certo é que o Código de Defesa do Consumidor foi um marco para isso -, a criação de cotas raciais, as “bolsas” (família) criadas para ajudar o povo, não elitizado, é que se viu certa melhoria: não mais famintos, mas, agora, subnutridos; não mais segregados ao direito de aprender, mas, sim, o direito de estudar, pois estudar é tirar o ser humano da ignorância, dos dogmas, dos tabus, do controle das elites brasileiras.
Liberdade, igualdade e fraternidade. Palavras que merecem destaque, revitalização constante, quando se violam direitos naturais sagrados da existência harmônica, equilibrada, saudável.
Se houve excesso de poder por parte dos policiais há de se investigar, mas jamais invocar os direitos humanos em detrimentos de manifestações eleitoreiras, publicitárias. Policiais são seres humanos, possuem famílias também, agem sob o comando irrevogável, irrenunciável, do Código Penal.
É mais do que urgente a reforma agrária, combate real aos verdadeiros criminosos da nação: corruptos, segregacionistas étnicos. Está provado que os “incapacitados”, seja pela cor ou posição inferior socioeconômico, estão se saindo muitíssimo bem nas universidades e provas. Demonstram que não tinham oportunidades devido ao controle segregacionista.
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O trabalho Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Quem tem razão? de Sérgio Henrique Pereira foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Brasil.


