"Luiza está no Canadá", você certamente deve ter ouvido a frase quando vários internautas, sem entenderem sobre o que se tratava, perguntaram: "Quem é Luíza?". Luíza é filha de Geraldo Rabello, um colunista social da Paraíba que gravou um comercial sobre um empreendimento imobiliário que está sendo construído em João Pessoa, capital paraibana. A estudante se tornou nas redes sociais, blogs ou sites de vídeos fenômeno
No vídeo Rabello faz uma propaganda sobre o lançamento de um prédio residencial e completa com a frase: "É por isso que fiz questão de reunir toda a família. Menos Luiza, que está no Canadá”.
O vídeo do sucesso
Em menos de 24 horas, na quarta-feira (11/01), o assunto ficou entre os 10 mais comentados do Twitter em todo o Brasil, além de inúmeras paródias, cenas de filmes e outras montagens que foram publicadas no Facebook e demais mídias sociais.
Mas o que choca é saber que a repercussão deu tom megalomaníaco enquanto os problemas reais do Brasil não ganham tamanho destaque. Parece que a loucura tomou conta do brasileiro e tenta, de alguma forma, fugir da realidade que causa doenças psíquicas – o Brasil entrou para os países que possuem depressivos em larga escala.
Seriam as piadas centros de atenções para que o brasileiro esquecesse-se da dura realidade? Apesar das divulgações sobre “melhorias” salariais, tornar-se a sexta economia mundial, não há, na realidade do cotidiano, melhorias reais a um povo que ganha "pão e circo” dos políticos que brincam de política.
Há vendas de eletroeletrônicos, eletrodomésticos e veículos, graças a linhas de créditos cada vez mais, digamos, quilométricas. Já que o povo brasileiro em sua totalidade não possui dinheiro real para pagar à vista assume a ideia imaginária de possuir dinheiro. É o caso dos cartões de crédito que cada vez mais estão nos bolsos dos brasileiros.
Pior é saber que a doce ilusão é amarga no final quando milhares de brasileiros ficam endividados porque não conseguem honrar as parcelas. Trata-se de verdadeira ilusão “democrática” onde se dá oportunidades fictícias. Não é à toa que o índice de inadimplentes cresce a cada ano.
Os especialistas em economia dizem que a melhor opção é comprar à vista, mas cadê dinheiro para pagar à vista?
Os veículos zero quilômetros rodados nas principais cidades brasileiras são fachadas quando se vê que muitos destes veículos são devolvidos pelos seus proprietários quando se dão conta de que não podem pagar as prestações. Assim, não ficam “sujos” na praça – não vão ter os nomes no Serasa – e conseguem financiar, depois de seis meses, um novo carro.
E assim caminha o Brasil com a coqueluche das risadas e comentários calorosos aos programas de reality show, anúncios desconcertantes. Parabéns a jovem Luíza pelo sucesso, mas que não se torne o centro das atenções de forma a distrair o povo que, infelizmente, não pode viajar ao exterior, contudo ficam a depender da ajuda “humanitária” de concidadãos que possam minorar as suas dores quando sofrem diante de enchentes, improbidades administrativas – político que furta o dinheiro do povo.
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