O vereador de João Pessoa Valdir José Dowsley (PRP), conhecido como Dinho, se recusou a fazer o teste do bafômetro após causar um acidente na noite desta quinta-feira (29) em João Pessoa. Segundo a delegada plantonista da 10ª Delegacia Distrital da capital, Viviane Magalhães, a Polícia Militar repassou que o parlamentar se negou a ser submetido ao teste que poderia constatar as suspeitas de embriaguez. O vereador se comprometeu a pagar por todos os danos causados. Ao deixar a delegacia, ele não quis falar com a imprensa.
Segundo a Polícia Civil, Dinho atropelou uma idosa e bateu em dois carros em uma rua do bairro Expedicionários, na capital paraibana. O carro dirigido pelo vereador bateu na traseira de um veículo que estava estacionado. Com impacto, o carro foi lançado contra outro que estava à sua frente.
Em entrevista à TV Cabo Branco, uma testemunha do acidente disse que o vereador alegou que estava falando ao celular quando bateu no primeiro carro. Segundo Luiz Antônio Vieira, sua esposa foi arremessada contra um muro quando estava ao lado da idosa que ficou ferida.
O Samu foi chamado para socorrer a idosa, que teve uma lesão no tornozelo depois de ser prensada entre os veículos envolvidos no acidente. Após os primeiros socorros, a vítima foi encaminhada ao Hospital Ortotrauma onde, segundo a assistência social, foi atendida e liberada.
Como o acidente aconteceu em um área residencial, vários moradores acompanharam o desenrolar da situação, que se transformou em uma briga entre assessores e policiais. Um homem teria se apresentado como médico do vereador para tentar retirá-lo do local. Outro tentou impedir que a policiais o detivessem e acabou sendo detido depois de brigar com um cabo da Polícia Militar.
FONTE: G1
Brasil Progresso
Não é por ser legal (negar-se a assoprar ao bafômetro) que é moral (negar-se a participar e ajudar na proliferação do ato a contribuir com a redução de números de acidente)
São os pequenos atos que enxergamos o compromisso do indivíduo com o bem estar do Brasil.
Quem não tem culpa, por que se negar a assoprar? Muitos dizem que têm direitos constitucionais, mas se esquecem que o primordial da Constituição Federativa de 1988 é:
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Veja que “construir uma sociedade livre, justa e solidária” tem função importantíssima na nação brasileira. A palavra “solidária” significa, entre muitos significados:
“Que partilha o sofrimento alheio, ou se propõe mitigá-lo” (dic. Aurélio)
Mitigar é diminuir, logo, a pessoa solidária se preocupa com as dores alheias e participa ativamente para diminuir ou acabar com o sofrimento que atinge um grupo, uma nação.
Solidariedade é:
“Sentido moral que vincula o indivíduo à vida, aos interesses e às responsabilidades dum grupo social, duma nação, ou da própria humanidade.
Relação de responsabilidade entre pessoas unidas por interesses comuns, de maneira que cada elemento do grupo se sinta na obrigação moral de apoiar o(s) outro(s): solidariedade de classe”. (Dicionário Aurélio Século XXI).
E assim vemos pessoas egoístas que invocam leis constitucionais para se eximirem e negarem-se ao ato de participação ao desenvolvimento nacional – sociedade justa, no sentido de coibir ações que venham a matar, aleijar, subtrair a vida e a dignidade da pessoa humana - uma vez que, por ser agente público, transmite ideia de que o que vale é a lei ao pé da letra e não a vida harmônica; é o deixar a ideia de que mais vale a palavra “eu” do que “nós”. Isso é egoísmo, e egoísmo é contrario ao desenvolvimento nacional.
