Um celular é furtado em meio a uma festa de música eletrônica. A primeira reação, até tempos atrás, seria um "já era". Não foi assim com a universitária Talita Andrade, 24 anos. Ela teve o aparelho furtado durante evento de música eletrônica no Estádio Morenão, em Campo Grande, no dia primeiro de outubro deste ano, e conseguiu recuperar, por meios próprios e com a ajuda da tecnologia. O caso de Talita foi uma das notícias dadas pelo Campo Grande News este ano e que provam que os recursos tecnológicos passaram, de luxo para poucos, a parte essencial da vida de todos, desde o telefone celular até as redes sociais, fenômeno que serve para cultivar amigos, inimigos, vender produtos e até fazer campanhas solidárias.
Desde o dia em que percebeu a falta do celular, Talita fez de tudo para recuperar o aparelho: procurou a segurança do evento, registrou boletim de ocorrência, porém o caso não foi resolvido. Ao notar que sua bolsa havia sido furtada, conversou com seguranças, que disseram ter chamado a Policia. A jovem esperou por uma hora, mas nenhum policial apareceu. Ela então decidiu ir a uma delegacia para registrar ocorrência de furto.
A estudante foi ao Cepol (Centro de Polícia Especializada), mas como era fim de semana, estava fechado; depois seguiu até à Depac-Centro (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário, mas, segundo ela, os policiais de plantão logo avisaram que este tipo de ocorrência não é especialidade deles e a encaminharam para a Depac do bairro Piratininga.
Talita ficou aguardando atendimento até às 11 horas e depois de tanta espera avisou aos policiais que o celular dela tinha GPS, e por isso seria fácil localizar a pessoa que furtou. De acordo com a estudante, ninguém se interessou e até mesmo recomendaram que ela fosse embora para casa, pois domingo eles não investigavam este tipo de delito.
Após a longa peregrinação e frustrada por não ter um retorno da Polícia, a estudante resolveu ela mesma investigar para tentar conseguir ter o aparelho de volta. Ela contou com a ajuda de amigos.
Como o celular tem GPS, através do dispositivo, localizou o aparelho no bairro Nova Lima e ligou para o 190. Os atendentes avisaram que uma viatura iria se deslocar até sua residência, mas passaram-se horas e nada aconteceu. Ao ligar na Defurv (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) a resposta foi “estamos em horário de almoço”.
Ao chegar em casa, alguns policiais amigos da família decidiram ajudá-la e a orientaram para que ligasse para seu celular para marcar um encontro com quem furtou o aparelho.
Segundo a estudante, quem atendeu a ligação foi um jovem de 19 anos, que disse que só devolveria o celular se recebesse alguma quantia em dinheiro. Ela aceitou e marcou um encontro com o rapaz na avenida Ceará.
No dia e na hora combinada, Talita foi escoltada por policiais à paisana até o local e ao chegar no endereço o rapaz se deparou com os policiais.
Ele negou o furto. Disse que estava na festa fazendo a segurança do local e em uma ronda acabou encontrado o celular de Talita. Ele também disse que ela ofereceu R$ 200, como recompensa, mas diz não ter pedido nada à estudante e que de qualquer forma iria entregar, pois o aparelho não era seu. Talita e o rapaz foram encaminhados à delegacia.
Lá, o rapaz foi autuado por receptação e a incansável jornada de Talita terminou após receber seu celular de volta. Um aparelho deste modelo chega a custar cerca de R$ 3,5 mil.
FONTE: CAMPO GRANDE NEWS
BRASIL PROGRESSO
O QUE FAZER NESSES CASOS?
ANOTE O NOME DO POLICIAL, BATALHÃO ETC. QUE ATENDEU O TELEFONEMA. ISSO É PREVARICAÇÃO:
Prevaricação
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.
ENTRE EM CONTATO COM A CORREGEDORIA DA POLÍCIA. NÃO SENDO RESOLVIDO O SEU CASO COMUNIQUE AO MINISTÉRIO PÚBLICO DE ESTADO.
CIDADÃO CONSCIENTE COBRA OS SEUS DIREITOS E DEFENDE OS DIREITOS DOS SEUS SEMELHANTES.
LEIA A BRILHANTE MATÉRIA DO Professor Jéferson Botelho
