O chefe da polícia de Dallas anunciou uma investigação das multas anteriores
Uma mulher foi multada enquanto dirigia em Dallas, no Texas, em US$ 204 (cerca de R$ 351) por não falar inglês.
Ernestina Mondragón, de 43 anos, afirmou que sofreu um ataque do coração após o ocorrido e agora está processando a cidade americana, pedindo o reembolso do dinheiro pago pela multa e o pagamento dos três dias que passou internada depois do incidente.
O advogado de Mondragón, Domingo García, afirmou à BBC que o processo também exige que a polícia de Dallas mude seu sistema de treinamento dos policiais "para evitar esta situação no futuro".
Depois do caso de Mondragón, foram descobertas pelo menos outras 39 multas para motoristas que não falavam inglês.
O chefe da polícia de Dallas, David Kunkle, já anunciou uma investigação a respeito destas multas.
Retorno
O incidente envolvendo Ernestina Mondragón ocorreu no dia 2 de outubro, quando a motorista tentou fazer um retorno e foi parada pelo policial Gary Bromley, que, segundo a polícia, é um novato no trabalho.
Bromley registrou três infrações contra Mondragón: ignorar um sinal de controle de trânsito, não apresentar a carteira de motorista e por ser "uma motorista que não fala inglês".
O advogado de Mondragón garantiu que sua cliente tem o visto de residência nos Estados Unidos desde 1980.
Mondragón, por sua vez, afirmou que se sentiu "humilhada" quando recebeu a multa.
Os funcionários da polícia de Dallas afirmaram que o jovem policial se confundiu com uma lei para motoristas comerciais que, segundo o próprio chefe da polícia, não se aplica a Dallas.
Bromley ainda está em treinamento e isto significa que ele trabalha junto com outro policial, mais experiente.
População latina
"Lamentamos muito que isto tenha acontecido e estamos analisando os casos anteriores e também os agentes que estavam envolvidos nestes casos", afirmou à BBC o sargento da polícia de Dallas Warren Mitchell.
O advogado de Mondragón, Domingo García, afirmou que nos 39 casos registrados, semelhantes ao de sua cliente, estavam envolvidos policiais anglo-saxões e que todas as multas foram dadas a latinos.
"Aparentemente é contra lei dirigir e ser latino", disse o advogado.
"Não encontramos nenhuma pessoa asiática ou de outra raça", acrescentou. "Parece que há um elemento de perfil racial que se usava para deter motoristas hispânicos que dirigiam pelas ruas da cidade".
Organizações de defesa dos direitos dos imigrantes latino-americanos pediram uma revisão de todas as multas de trânsito emitidas pela polícia nos últimos dez anos.
Atualmente 42% da população de Dallas tem origem latina.
Fonte: BBC
Blogueiro
Não sou xenófobo, mas tem momentos que me dá náuseas. Nós brasileiros aceitamos de braços abertos qualquer estrangeiro e não fazemos discriminações - até por que eles trazem dólares; não posso ser hipócrita.
Por outro lado os brasileiros são empáticos. Considerados como um dos povos mais hospitaleiros do mundo. Se não entendemos um dialeto procuramos decifrá-lo com gestos. A comunicação é o que interessa. Mas depois que li a reportagem que transcrevi para cada vez mais fico decepcionado com o povo norte-americano. E pensar que a constituição, ou melhor, os primeiros moradores nos EUA tinham como lema “um exemplo de país onde a igualdade será para todos indiferente de raça, credo, sexualidade”.
Quem conhece a história dos primórdios dos EUA sabe o que eu digo.
