O analista de sistemas Diego Monteiro Frota dos Santos, 24 anos, morreu em acidente de trânsito, na madrugada deste domingo, no Humaitá, zona sul do Rio. O rapaz, filho dos presidentes da Herbalife no Brasil, Antonio Jorge e Simone Frota, voltava de uma festa pela comemoração de seu aniversário, no sábado.
Nota: comentário do blogueiro no final
Segundo a polícia, Diego trafegava em alta velocidade pela rua Martins Ferreira em seu Citröen C4 e cruzou a rua São Clemente, batendo de frente no muro do Consulado Português no Rio. A força do impacto fez com que os air bags abrissem, mas isso não evitou a morte do rapaz. O carro teve um principio de incêndio, controlado por bombeiros.
A aposentada Fátima Areias, amiga da família, que mora no condomínio em frente, disse que chegou minutos depois do acidente, mas não sabia de quem se tratava. "Quando o pai dele chegou, eu me espantei. Ele me viu e perguntou: 'Fátima, você viu?'. Ele estava tão desesperado, e eu só queria atravessar a rua, dar um abraço e rezar pelo Diego", disse. Moradores do edifício acolheram o pai do rapaz, que estava em choque. Ele se sentiu mal e bombeiros foram chamados para atendê-lo. O homem não falou com a imprensa.
Moradores disseram que a colisão provocou um barulho muito forte, mas que não ouviram som de freada. Um bombeiro disse que é provável que Diego tenha cochilado ao volante. Peritos que estiveram no local disseram que só exames posteriores poderão apontar se o rapaz estava alcoolizado. Além da força do impacto, que deixou o carro completamente destruído, chamou a atenção da polícia um adesivo na parte traseira do veículo com a frase, em inglês, que pode ser traduzida como "se você não gosta de como eu dirijo, então fique fora da calçada". "Um adesivo desses em um carro tão potente, nas mãos de um rapaz tão novo, é prenúncio de que alguma coisa vai dar errado", disse um policial.
Fonte: O Dia
Blogueiro
Algo que me chamou a atenção: "se você não gosta de como eu dirijo, então fique fora da calçada". Pode ser até uma brincadeira, mas é de mau gosto. Analisando que a velocidade do automóvel estava alta causando impacto e inviabilizando o salvamento do rapaz pelo air bag é de considerar que a emoção da velocidade age no ser humano. O que é perigoso é ter carro importado achando que jamais sofrerá acidente. Carro importado tem mais segurança que os nacionais – alguns, claro. A ideia de indestrutibilidade movida a paixão pela velocidade mata. A perícia irá dizer se o rapaz estava sob efeito de droga (álcool). Se estiver será mais uma morte banal ocasionada pelo consumo de álcool. Assim morrem centenas de jovens nas vias brasileiras. Os pais devem conscientizar os filhos que álcool é uma droga legalizada, mas é droga e faz mal ao organismo humano. Vejo nas festas certos pais que incentivam os filhos a consumirem bebidas alcoólicas como atitude de “homem”. O álcool é uma droga mundialmente apreciada e legalizada e vem destruindo há séculos famílias e cidadãos em geral.
A sociedade brasileiro tem que se conscientizar que dirigir não é lazer. É uma necessidade. O veículo foi criado inicialmente para diminuir o tempo entre dois pontos. Depois passou para o mio competitivo. Acontece que as ruas, as vias urbanas abertas a circulação, não são pistas para competições, altas velocidades.
Um jovem que morre, uma lágrima que cai ao solo. O tempo ainda contabilizará os mortos nas estradas pelo excesso de velocidade? O veículo não mata porque não tem vontade própria, mas o condutor é que dirá o tempo de vida que terá.
Meus pêsames.
