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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

50 anos de Ayrton Senna

Um menino em corpo de homem

Que saudades dos velhos tempos. As brigas no trânsito existiam, mas não eram contínuas como é nos tempos atuais. Os veículos serviam para o lazer, carregar mercadorias, viajar com a família nos finais de semana para relaxar, namorar dentro do carro. Aliás, namorar dentro do carro era a bola da vez. Explico. Não havia muitos motéis. Porém era uma sensação magnífica.

E não é muito tempo isso. Falo dos anos de 1980. Ayrton Senna, o grande ídolo nacional – aos domingos o Brasil parava para vê-lo – empolgava com suas mirabolantes aceleradas e destreza ao volante. Mas as pessoas não saiam depois nas ruas dirigindo freneticamente, atropelando e se matando nas ruas, não. Sabiam que lugar de correr era nas pistas competitivas.

Final de semana? Encerar o carro, vestir a melhor roupa, ir para um lugar dançar e, quem sabe, sair com uma gata. Consumir álcool era comum, a diferença reside que atualmente não se bebe, mas “injeta” em doses exorbitantes de álcool no corpo. A juventude de hoje se envenena pelo consumo exagerado de álcool. Havia em minha época beberrona e beberrão, contudo, minoria. Ficar bêbedo era “careta”, “ridículo”, “feio”, “criancice”. Veja que os valores mudaram. Bebe-se até cair no solo e se é considerado “machão”, “atrevido”, “espetacular”, “ousado”. Quem não bebe até cair no solo é chamado de “fraco”, “frouxo”, “medroso”, “atrasado”.

Havia em minha época grupos de beberrões e, entre eles, somente entre eles e minoria, as glórias de “ousadia” a sociedade e suas convenções idiotas. Claro que existia o exibicionista. Na maioria era ter o carro de último modelo. Só isso. Pouquíssimos saiam à rua para racha. 2010 as pessoas querem correr enlouquecidamente nas ruas não se importando se é carro antigo ou não. A máxima é acelerar, acelerar até vencer a barreira de concreto, a casa no caminho, o pedestre que atravessa. Os tempos mudaram.

Mas há boas coisas atuais. As mulheres passaram a dirigir em maior quantidade do que antes. Agora nós homens podemos esperar a gata chegar de carro e nos levar para onde elas querem (rss). Chega de machismo!

Os veículos ficaram acessíveis – pode-se pagar até sessenta prestações “suáveis”; cruzes -; estão mais seguros e confortáveis – antes pareciam o carro dos Flintstones -; as vias estão mais sinalizadas – porém com buracos que não terminam e aumentaram de quantidade desde 1980 -; a sinalização agora é controlada por computadores; exige-se do futuro condutor preparação, qualificação e conhecimento das leis de trânsito, a aprovação deve ser conseguida por mérito próprio, não pela facilidade falsa e indigna quando se compra a habilitação – hoje passou a ser “feio”, “incompetente” quando se compra habilitação.

As mudanças sociais estão presentes sejam elas boas ou ruins, mas houve mudanças. Futuramente com as campanhas educativas para conscientizar o povo brasileiro de que comprar habilitação, matar e se suicidar no trânsito é "careta”, “ridículo”.

E viva a vida e os heróis do passado, de hoje e de sempre.

Homenagem a Senna. Inspirou-me neste texto. E onde está a homenagem ao Senna?

O espírito do homem jamais morrer quando se há a ideia e atitude condicentes com o pensar ideológico da multidão ao idealizador do pensar e agir.

Se ele estivesse entre nós mortais dir-nos-ia:

“A maior alegria de uma pessoa é poder chegar e ver a família, honrar a si e as demais pessoas com atitudes de respeito ao próximo. Todo ato agressivo e desumano deve ser combatido pelo povo em sua totalidade porque se assim não for não haverá paz nos corações dos homens. As mortes no trânsito representam o pessimismo, o medo diante das calamidades que acontecem no Brasil diante da violência urbana em todos os segmentos sociais. As autoridades em sua maioria deturbam os valores sociais, morais e humanitários quando desviam dinheiro dos cofres públicos. Sem ação conjunta não há paz, progresso, amor e união”.

Com certeza ele, que sempre zelou pelas crianças e o menos favorecidos, sem querer alcançar a nobreza deste homem, que seria impossível por mim, diria tais palavras.

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