Antes de tudo: meus pêsames ao lamentável acidente que provocou a morte de Rafael.
Sendo filho de uma celebridade tomou tons garrafais na mídia. E se fosse um desconhecido do público brasileiro, não teria, talvez, mas, quase certo, destaque na mídia brasileira. Não entendam mal este texto como sendo “desumano”, “frio”, “oportunista” ou “sensacionalista”. Não. A intenção é justamente, infelizmente, fazer com que a população em geral tenha mais consciência que lei é lei e não deve ser desobedecida ao bel prazer.
O acontecimento trágico se deve justamente a conduta cultural de fazer ações por motivos próprios, se assim não fosse não veríamos destruições, tão comuns, de canteiros centrais para “facilitar a entrada em outra rua”, cercas que impedem os pedestres de atravessarem certos trechos da rua, retirada de placa “proibido estacionar” etc.
É cultural e inquestionável. É necessário um amplo planejamento e atuação sociopolítica na intenção de formar, desde criança, cidadãos, conscientes e atuadores, na “ordem e progresso” da coletividade. Sim. Pensar na coletividade, e não individualmente.
Quando digo “coletividade” digo de qualquer cidadão brasileiro: eu, você, policial, governantes etc., porque é o fator humano o gerador de benefícios ou malefícios sociais.
Leis não faltam em nosso país, mas, sim, as virtudes que deixaram de pulsar nos corações e mentes de vários brasileiros.
A “anormalidade” de transgressão de leis passou a ser o “correto”, enquanto a “normalidade” de obediência às leis passou a ser o “incorreto”. Houve inversões de valores.
Enquanto imperar tal mentalidade de “fazer o que bem entende” ver-se-ão, infelizmente, manchetes chocantes como a de uma mãe, atriz, brasileira: Cissa Guimarães; e muitas outras mães.

