Pesquisar este blog

quinta-feira, 16 de maio de 2013

PM e instrutor de trânsito acusados de matar africano em Cuiabá

O policial militar Higor Marcell Montenegro e o instrutor de autoescola Wesley Fagundes Pereira e as testemunhas arroladas pela defesa deles devem prestar depoimento nesta quarta-feira (15), a partir das 13h, sobre a morte do universitário Toni Bernardo da Silva, de 27 anos, na 8ª Vara Criminal do Fórum de Cuiabá. Eles são acusados de espancar a vítima até a morte em 2011 em uma pizzaria localizada no bairro Boa Esperança, na capital. Além deles, outro PM também é acusado do crime. No entanto, ele não irá prestar depoimento na mesma data porque havia sido notificado a depor por meio de carta precatória, mas ao intimá-lo em Tangará da Serra, a 242 quilômetros da capital, foi descoberto que ela tinha se mudado. Agora, ele deve ser intimado a depor em nova data a ser agendada.

O advogado do policial alegou que ele agiu de acordo com o previsto no estatuto da corporação, onde diz que independentemente do local onde o agente estiver deve proteger a sociedade. “Os dois PMs estavam tentando atender a ocorrência no estrito dever legal deles. A morte não era pretendida”, alegou o advogado Ardonil Manoel Gonzales Júnior. Já o advogado de Sérgio disse que ele agiu em legítima defesa. “Foi legítima defesa porque a esposa dele estava sendo agredida pelo Toni”, afirmou Namir Luiz Brenner.

Devem depor três testemunhas de defesa. As 11 testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público Estadual (MPE) prestaram depoimento em fevereiro deste ano. Uma delas foi o proprietário da pizzaria. Ele disse que houve exagero por parte dos acusados nas agressões contra a vítima, morta por asfixia mecânica, conforme laudo do Instituto Médico Legal (IML). O empresário contou que Toni foi imobilizado com grande esforço e que os acusados deram chutes e socos no universitário.

Todas as testemunhas de acusação avaliaram que os acusados excederam nas agressões ao tentar conter a vítima após o estudante agredir uma cliente do estabelecimento que era mulher do instrutor de autoescola, como mostram imagens de uma das câmeras do circuito interno de segurança.

Os três acusados da morte do africano foram presos, mas foram soltos em seguida. Os policiais também foram investigados pela Corregedoria Geral da PM, mas foram absolvidos da acusação e continuam trabalhando normalmente. O laudo do IML também apontou que o estudante estava sob efeito de droga no dia em que foi morto.

Fonte: G1

ACESSE OS LIVROS DIGITAIS DE TRÂNSITO ESCOLA NO AMAZON

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional. Cópia e distribuição, sem fins lucrativos. Permissões, além do escopo desta licença — Creative Commods —, podem estar disponíveis em: http://transitoescola.blogspot.com.br/ A cópia — de qualquer vídeo aula, simulados e textos produzidos por Trânsito Escola — é permitida, desde de que cite este site / blog (colocar URL completo do texto ou 'postagem'). A não ser de fontes replicadas, que podem ser modificadas, comercializadas, de acordo com suas respectivas licenças.