Trânsito Escola (versão ampliada) - O caos no trânsito brasileiro se deve a precária infraestrutura viária terrestre e as políticas governamentais de gestões patrimonialistas. Por décadas, no Brasil, não se fez melhorias substanciais na modernização das vias terrestres. Aliás, mal começou, pois mais de 70% da vias são inadequadas e inseguras aos usuários de vias terrestres, como buracos nos asfaltos, má sinalização.
Carros
Os intermináveis congestionamentos de trânsito se devem ao crescente aumento de automotores (particulares) nas vias. Enquanto os países desenvolvidos, tanto os seus Governos quanto os cidadãos, privilegiam o transporte coletivo, principalmente trens e metrôs, e os individuais, através de bicicletas, já no Brasil, se faz o contrário. Os incentivos são de compra de automotores particulares onde ocupam espaços e só transportam uma pessoa, o dono veicular.
Além de aumentar o volume de veículos motorizados nas vias terrestres, aumenta as poluições sonora e atmosférica. O melhor meio de transporte é o coletivo, em primeiro lugar, o transporte por trilhos. Vergonhosamente o transporte por trilhos no Brasil é caso de violações de garantias Constitucionais, em especial, o direito à saúde (artigo 6°, da CF/1988). Diariamente, milhões de brasileiros, que necessitam do torturante meio de transporte sobre trilhos, não têm uma vida digna e suas saúdes são prejudicadas pelos estresses diários das paralizações constantes de trens por problemas técnicos. Expostos ao perigo transitam em vagões superlotados cujas estruturas metálicas não dão a devida segurança – não é à toa que acontecem acidentes constantes.
A mobilidade urbana tardia
O Brasil agora tenta alcançar o primeiro mundo, no que diz respeito ao transporte coletivo de qualidade. Décadas de descasos de gestores públicos transformaram a vida dos brasileiros em fábrica de patologias diversas pelo estresse. Ainda nos governos atuais se postula a contínua política errônea de incentivos ao povo para comprar veículos particulares, a justificativa é incrementar à economia brasileira, ou seja, aumento do consumismo em detrimento da saúde humana.
Construção de viadutos e vias alternativas não é a lógica, mas, sim à infraestrutura ferroviária, que não gera tanta poluição, não congestiona as pistas de rolamento
Trem e Metrô
O transporte sobre trilhos é um dos mais seguros e eficientes do mundo, quando há gestores públicos embasados na administração pública gerencial.
No Brasil, o transporte sobre trilhos é um caos, um mal-estar diário que deixa os brasileiros neuróticos – talvez se explique o consumo exagerado de Rivotril. No Brasil há um mal no qual é panaceia entre os gestores públicos, a descontinuidade gerencial decorrente das transições políticas. Em cada gestão há patrimonialismo de forma a se proteger o partido, os filiados partidários. Assim, obras e Serviços Públicos são descontinuados, pois continuar um plano de governo anterior é dar créditos a este e tirar os créditos do próximo governo.
Não há visão de melhoria ao povo, mas de prestígio ao partido e seus filiados, isto é, a autopromoção em detrimento do bem coletivo – não o bem coletivo do partido político ou suas coalizões, mas o bem da nação.
Monotrilho
Monotrilho custa caro (implantação) e não transporta a quantidade necessária de passageiros que o brasileiro espera para ir e vir rapidamente – menos pessoas a ser transportada mais tempo de espera na fila. Há necessidade de construções aéreas para instalar monotrilhos nas capitais brasileiras.
Nas regiões onde há linhas férreas (trens e metrôs) há necessidade modernização nas infraestrutura como compra de novos vagões, manutenções nas linhas etc.). Investir em monotrilhos sem, antes e imperativo, melhorar as linhas férreas já existentes é, no mínimo, desperdiçar dinheiro público e causar mais desgostos ao povo cansado de politicagem.
Se as concessionárias atuais, que administram as linhas férreas (metrôs e trens), não estão prestando serviços públicos com qualidade e segurança, como, então, os monotrilhos serão a “salvação” para povo, do tormento dos transporte sobre trilhos?
Ônibus
O transporte coletivo sobre rodas, no caso de ônibus, ainda são tormentosos aos brasileiros, que necessitam deste tipo de transporte. Infelizmente, no Brasil, o simples fato de pensar em ser transportado em ônibus já causa ojeriza, primeiro pela superlotação, segundo por motoristas sem qualificações técnicas e emocionais com os passageiros e, terceiro, não menos importante, por ser considerado transporte de plebeus.
Em Curitiba, por exemplo, os BRTs, – Bus Rapid Transit, que são corredores com pavimentação especial e que separam o transporte público do trânsito convencional, tumultuado pelos carros, não são tão poluidores quantos os veículos particulares (quantidade) e transportam considerado volume de passageiros se comparados aos ônibus tradicionais.
O Brasil vem desenvolvendo tecnologia capaz de tornar os ônibus mais ecológicos, isto é, favorecendo o desenvolvimento sustentável. São ônibus (chamados de híbridos) com dois motores, um elétrico e outro movido a biodiesel. Curitiba, a cidade modelo da América Latina, e do Brasil, foi a primeira cidade brasileira a ter esses ônibus.
Bicicleta
Magrela, camelo, bicicleta. Enfim, cada qual dá um nome um dos maiores inventos da humanidade. Não polui, não causa congestionamentos, emagrece. Este importante meio de transporte surgiu na cidade de Paris, em 1818. A primeira versão não possuía pedais e provocava muito cansaço em que andava com ela. Atualmente as bicicletas possuem tecnologia de ponta e seus acessórios dão proteção aos amantes da liberdade.
Com status de celebridade, as bicicletas são reconhecidas como meio de transporte ecologicamente correta. Na Holanda, por exemplo, há infraestrutura para estacionamento de bicicletas em locais estratégicos como perto de centros empresariais, escolas etc.
Os cidadãos holandeses não abrem mãos de suas bicicletas e cobram das autoridades públicas constates investimentos na modernização na infraestrutura. Há ótima sintonia entre os gestores políticos – administração gerencial – e o povo holandês. Andar de bicicleta na Holanda tem regras e todos obedecem às leis de trânsito, pois sabem que o bem de todos depende da postura digna de cada pessoa.
No Brasil, infelizmente, pedalar é sinônimo de plebe, ou mais grotescamente hábito de nordestino. As políticas de mobilidade urbana quanto ao uso de bicicleta, como meio de transporte, ainda são minguadas. As ciclovias e ciclofaixas construídas não proporcionam segurança aos ciclistas e há a má educação de condutores motorizados que não mantém a distância de segurança, que deve ser de pelo menos 1, 50 m (um metro e meio). Contudo, não só esses usuários são responsáveis pelos acidentes envolvendo ciclistas, mas a postura de ciclistas que transitam de forma perigosa e infringentes às leis de trânsito.
Civilidade, a quem interessa?
Ainda há muito o que fazer para melhorar o convívio entre os usuários de vias terrestres. Tanto os ciclistas quanto os pedestres e condutores motorizados devem respeitar um dos princípios fundamentais da vida humana: o direito à vida.
A qualidade de vida que muitos esperam não se faz por normas ou leis impositivas, mas da consciência de cada indivíduo quanto à necessidade de civilidade em seus atos.
Imagine que exista multa ao condutor que desrespeita o pedestre que cruza a pista, independentemente se o semáforo está na cor vermelha, ou não, ou tenha faixa de pedestre. Sim, existe penalidade (artigo 215, do CTB), mas será que há necessidade de existência dessa penalidade? Lamentavelmente há necessidade, pois há escassez de civilidade.
Sem civilidade há barbárie. A civilidade, por sua vez, não é tributo exclusivo dos usuários de vias terrestres, mas dos órgãos de trânsito formadores do Sistema Nacional de Trânsito (SNT). Quando há descasos dos órgãos há barbarismo.
Como mudar o Brasil?
O que tem a ver com você toda esta informação? Por que você está lendo? Apenas para se manter informado e não ficar excluído dos grupos sociais? Ou para não parecer pessoa imatura? Seja como for, a importância de se manter informado sobre os acontecimentos regionais ou do país é importante para o desenvolvimento harmonioso socioeconômico.
Política, algo ingrato? Nada. Política existe na vida de todos os brasileiros, e de todos os seres humanos. Não é preciso ser eleitor, ou candidato, para viver política. Se pensarmos que política é mera condição de atributos de um sistema de regras respeitantes à direção dos negócios públicos ou princípio doutrinário que caracteriza a estrutura constitucional do Estado. Como dizia Platão política é a vida prática do dia a dia de qualquer mortal.
Quando você se comunica com algum irmão, parente, ou qualquer pessoa, você já está usando a política. Política também é a habilidade no trato das relações humanas, com vista à obtenção dos resultados desejados. As diferenças entre políticas são várias: ditadoras; déspotas; absolutistas; e democrática.
A democrática é a que mais se aproxima da civilidade, pois civilidade é um todo indivisível sem privilégios, sem apatia. Exercer política é algo natural ao ser humano, como o aspirar do ar atmosférico. Para exercer com maestria e dignidade há de se importar com todos e buscar a concretização de melhorias globais.
O simples ato, mas importantíssimo, de respeito ao próximo já demonstra que exerce a boa política democrática, que encerra civilidade. Pequenos atos civilizados transformam o ambiente ao redor e, do pequeno ato, as pessoas vão agindo de acordo seja pelo discernimento ou pelo consciente coletivo.
Mas se pode ir mais longe. Adentremos na política do Estado. è através da vigilância aos feitos dos gestores públicos que se pode mudar o país. Fiscalize, exija qualidade de vida.
