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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ministro pede rapidez para aprovação de projeto que torna Lei Seca mais rigorosa

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pediu nesta quarta-feira rapidez na aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que torna mais rigorosa a Lei Seca, criando a chamada "tolerância zero" para ingestão de álcool por motoristas. O projeto foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e depende agora de análise da Câmara. Padilha esteve pela manhã com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) e solicitou a criação de uma comissão especial para aprovar a proposta, o mais rápido possível.

- Fiz uma sugestão e um pedido. O Senado aprovou o projeto que aumenta a punição da Lei Seca e pedi para que a Câmara crie uma comissão especial que permita aprovar, o mais rápido possível, a proposta. O presidente Marco Maia ficou sensibilizado e disse que irá conversar com os líderes. Hoje, o Brasil vive uma verdadeira epidemia de acidentes de trânsito. No ano passado, foram mais de 146 mil internações motivadas por acidente de carro e moto e 41 mil óbitos. Precisamos reduzir o número de acidentes e de pessoas que ficam incapacitadas e saudamos a ideia de que, qualquer nível de ingestão de álcool, já é motivo para não dirigir - afirmou Padilha.

Segundo o ministro, o Sistema Único de Saúde (SUS) investiu no ano passado, só em urgências e emergências motivadas por acidentes de trânsito cerca de R$ 200 milhões. E nesse montante não estão incluídos os gastos de internações pós atendimento de urgência e nem de reabilitação.

- Acreditamos que todas as medidas que venham a restringir o hábito de dirigir com qualquer nível de álcool no sangue são importantes. Em 2009, nos três estados que apertaram a fiscalização - Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais - houve redução no número de acidentes. O projeto é um instrumento importante para aumentar a fiscalização e a punição, reduzindo o número de acidentes - disse o ministro, acrescentando:

- O ato de dirigir é concessão do Estado e para que a pessoa possa dirigir, existem regras: respeitar a velocidade e saber que se bebeu, não pode dirigir. Quando a Lei Seca foi aprovada, ninguém deixou de sair à noite. Se beber, não pode dirigir. Isso pode salvar vidas!

O projeto, de autoria do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), baixa de seis decigramas para zero a tolerância de nível alcoólico no sangue de quem estiver dirigindo. O texto também eleva para até 16 anos a pena de prisão de quem dirigir embriagado ou sob efeito de outras drogas e provocar acidentes com morte. O presidente da Câmara afirmou que analisará regimentalmente o pedido de Padilha, mas não acredita que será possível votar, ainda este ano, o projeto na Câmara.

- A matéria é relevante porque pode contribuir para a redução de acidentes de trânsito. Vamos analisar à luz do regimento quando o projeto chegar - disse Maia.

 

FONTE: O GLOBO

 

 

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