É triste ver motoristas que desrespeitam os pedestres quando estes atravessam sobre a faixa de travessia de pedestres. É triste, também, ver ciclistas e motociclistas desrespeitando os pedestres que atravessam sobre a faixa de travessia de pedestres. Mesmo que não haja a faixa de travessia de pedestres, mas algum pedestre esteja atravessando a via, também é triste ver que condutores motorizados lançam seus veículos diante de pedestre numa demonstração bárbara de crueldade.
O pedestre é fraco, pois é um ser humano. Qualquer pancada por menor que seja gera hematoma e até fratura. Os condutores de caminhões, carros e ônibus estão protegidos pela lataria dos veículos, porém o pedestre não. O motociclista tem uma proteção: capacete; o pedestre, nada.
Muitos condutores motorizados ou não motorizados se esquecem de que em certo momento também serão pedestres. O ser humano age civilizadamente por padrões culturais ou quando há uma modificação de personalidade onde não espera cortesias para ser cortês. É uma mudança íntima sem qualquer ideia de recebimento de agrado, mas o puro estado de respeito à vida humana. Porém não são todos os seres humanos que conseguem atingir esse estágio de plenitude. Infelizmente muitos seres humanos precisam de cortesia para serem corteses. Pode-se dizer que a civilização vive de convenções, e estas convenções criaram vernizes de condutas diante da fera troglodita que ainda impera em cada ser humano. Somente com a conscientização de que a postura de respeito à vida e ao próximo, sem esperar correspondências de outros indivíduos, é que gerará melhores convívios entre os seres humanos. Como ainda não há tal conscientização plena é de se esperar que haja correspondências similares de “olho por olho, e dente por dente”, ou seja, se não há respeito, por que devo respeitar?
Pode parecer grotesco, mas é assim que vivem muitos seres humanos, infelizmente. Nisso se vê pedestres que são injustiçados em seus direitos se tornarem condutores também injustos já que “agora é minha vez”. Não que seja consciente, mas, na maioria das vezes, inconscientemente as ações diante da “nova” situação. Ora desprotegido, porém, agora como condutor protegido pela “blindagem” da carroceria, se vê invencível na situação de condutor.
Ação e reação. É essa situação real que se vê nas condutas humanas. Por isso a máxima da vida é sempre agir com respeito porque “gentileza, gera gentileza”. Não há o que dizer que pessoas fracas de caráter agirão como bárbaros. Há uma falsa crença de que “faça o que mando e não olhe o que faço” tão difundida ainda nos tempos atuais, contudo perniciosa.
Seres humanos têm emoções e em certos casos perdem o controle diante de fato agressivo – como o condutor que para sobre a faixa de travessia de pedestres e bloqueiam a passagem de pedestres. Sim. Parar sobre a faixa de travessia de pedestres é um ato de agressão psicológica aos pedestres, pois demonstra o desrespeito à liberdade de locomoção naquele local especifico criado para os pedestres cruzarem a pista de rolamento. E toda informação fica no subconsciente dos pedestres.
Por isso é preciso sempre pensar “gentileza, gera gentileza” e “faça aos outros, o que gostaria que fizessem a você”. São frases verdadeiras e trazem em suas essências fundamentos quanto ao frágil processo mental dos seres humanos. Lembre-se que respeito traz saúde física e mental. Seja pedestre ou não respeite as leis de trânsito não por que devem ser respeitadas para não receber multas, mas porque as leis de trânsito foram criadas em respeito à vida humana.
