Pesquisar este blog

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Psicóloga regula o descanso para encarar trânsito

image Ótima ideia de Lidiane. Falta somente dirigir um pouco mais afastada do volante (ver dica de TE no final da reportagem de G1)

Todos os dias, Lidiane Cavazzana Franco precisa atravessar Campo Grande de norte a sul, passando pelo centro, para ir de um local de trabalho ao outro. A psicóloga de 25 anos percorre de automóvel cerca de oito quilômetros durante o intervalo de 1h30 entre a manhã e a tarde, mas grande parte desse tempo é desperdiçada na lentidão do trânsito da capital de 766 mil habitantes.

Na série Vida em trânsito, o G1 vai mostrar como a rotina de pessoas em diferentes lugares no Brasil, em cidades de tamanhos diversos, tem passado por mudanças por causa do tráfego intenso. E o seu cotidiano, mudou por conta do trânsito? Deixe sua história na área de comentários ao final da reportagem.

Lidiane se sente escrava do relógio pois sabe que uma diferença mínima de tempo pode implicar atraso no segundo expediente, à tarde, quando ela atende crianças portadoras de necessidades especiais em uma associação voltada para o desenvolvimento do potencial de aprendizado.

Nem o almoço escapa ao controle rigoroso dos ponteiros. No dia em que o G1 acompanhou a rotina da psicóloga, ela levou exatos 10 minutos e meio para almoçar em um shopping da região central. A psicóloga confere o relógio entre uma garfada e outra. "É automático", comenta. Outra situação comum de estresse no caminho é quando precisa ir a uma agência bancária. Lidiane conta que a primeira coisa a fazer é avaliar o tempo necessário de permanência. "Dependendo do tamanho da fila eu volto outro dia", afirma, pensando em economizar na tarefa o tempo que gastará no trânsito.

No toalete após a refeição, por exemplo, 10 minutos são o limite. A psicóloga também estipula alguns prazos máximos: precisa concluir o almoço e trocar de roupa até 12h40 se estiver em casa, ou até 12h30 se estiver na rua (para estes casos, sempre carrega roupas extras no carro).

Para Lidiane, o trânsito de Campo Grande era mais tranquilo cinco anos atrás. Naquela época, ainda estudante de psicologia, ela contava com as vantagens de morar perto da Universidade Federal e levar 15 minutos para ir a pé ao campus. Mas mesmo quando precisava dirigir, notava que havia menos veículos nas ruas e avenidas.

Aumento de acidentes
Nos últimos cinco anos, a frota de Campo Grande cresceu quase 40%, de acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS). Em 2007 havia 280,5 mil veículos registrados - entre caminhões, automóveis e motocicletas. Atualmente o número chega a 401 mil, ou um veículo para cada 1,9 habitante. A proporção é superior à média nacional (um veículo para cada 5,9 habitantes) e próxima à de cidades como São Paulo, onde o índice é de 1,6.

Além do maior volume de carros, a psicóloga lista  entre os fatores que contribuem para um trânsito lento, a falta de educação e atenção dos condutores.  Como consequência disso, ela crê que os estão acidentes cada vez mais frequentes.

Algumas estatísticas atestam a impressão de Lidiane: segundo o Detran-MS, houve aumento de 56,1% no número de acidentes, passando de 6,8 mil ocorrências em 2006 para mais de 10,6 mil no ano passado. O centro reúne a maioria dos casos e é considerado pelas autoridades como o local mais crítico da cidade.

As ruas do quadrilátero central de Campo Grande foram projetadas no fim da década de 1970 pelo arquiteto e urbanista Jaime Lerner,  ex-prefeito de Curitiba. Vias em sentido único com três faixas de rolamento e duas para estacionamento oferecem fluidez de tráfego. Mas a população mais que dobrou nos últimos 30 anos, e o perfil do trânsito mudou radicalmente. "Aqui no centro, por exemplo, a única pista rápida é a do meio, porque se alguém quer estacionar acaba prendendo todos que vêm logo atrás. Sem contar que nunca tem vaga para estacionar, e eu acabo optando pelos locais privados", explica Lidiane.

A psicóloga adota algumas práticas para suportar o dia a dia no asfalto e lidar com o estresse. Trafegar pelas principais avenidas da região central, por exemplo, nem pensar. Ela prefere tomar as ruas paralelas como rota alternativa para não competir com ônibus e caminhões. "Tem dias que penso em não dirigir, mas não consigo viver sem o carro por causa dos compromissos e da praticidade. O ônibus até seria uma opção viável, mas o deslocamento é muito demorado", avalia.

FONTE: G1

TRÂNSITO ESCOLA

O problema no Brasil é a falta de infraestrutura de transporte coletivo. Nos países onde os governantes se preocuparam, realmente, com o povo criaram linhas férreas,  corredores especiais para ônibus. Infelizmente no Brasil se privilegiou o transporte individual. Aliás, nas décadas de 1960 e 1970 os governantes achavam que pouquíssimos brasileiros teriam automotores já que eram caros e a maioria do povo mal tinha dinheiro para comer diante do salário mínimo minguado – e assim ainda caminhamos, brasileiros sofredores, onde o salário mínimo mal cobre as despesas e as necessidades básicas, mas os dos políticos aumentam em escala quintuplicada.

Deu no que deu: ruas estreitas, trens em péssimas condições e poucas linhas, atrasos na expansão de linhas de metrô. Quando se fala “construção de linhas e melhorias (…)” há de considerar que mesmo construindo atualmente por administradores públicos seja prefeito ou governador se vê a escassez de linhas suficientes para o transporte público seja por ônibus, trens e metrôs. Há um atraso de mais de quarenta anos no Brasil quanto políticas sérias de infraestrutura de transporte público. Resta aos brasileiros sofredores se espremerem nos ônibus e trens para chegarem, exaustivamente, no trabalho e, depois, ao lar.

O brasileiro vive mais no trânsito. “Vá de galinha” é uma campanha em São Paulo onde demonstrou que uma galinha anda mais rápido que os automotores. Atualmente a campanha tem como princípio o velho hábito de pegar e dar carona. A ideia se baseia em diminuir o número de veículo nas vias terrestres ao ato de dar carona. É o combinar com vizinhos e a cada semana um dá carona ao outro, exemplo. A medida é comovente, inteligente, mas não resolverá totalmente os problemas de engarrafamento. É preciso construir, e muito, linhas férreas, corredores especiais para ônibus – como se vê em Curitiba, cidade brasileira modelo da América Latina.

Ah! Lidiane. Você está muito próxima do volante. em caso de colisão frontal você poderá sofrer graves lesões internas (ruptura das membranas que envolvem os pulmões e o coração; fratura do osso esterno, costelas). O braços estão  quase em ângulo de noventa graus. Recomenda-se ângulo de cento e sessenta graus, por exemplo. Nesse ângulo ficará mais afastada do painel veicular e terá mais mobilidade para controlar o volante e acionar instrumentos do painel veicular. Fica a recomendação de Trânsito Escola.

ACESSE OS LIVROS DIGITAIS DE TRÂNSITO ESCOLA NO AMAZON

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional. Cópia e distribuição, sem fins lucrativos. Permissões, além do escopo desta licença — Creative Commods —, podem estar disponíveis em: http://transitoescola.blogspot.com.br/ A cópia — de qualquer vídeo aula, simulados e textos produzidos por Trânsito Escola — é permitida, desde de que cite este site / blog (colocar URL completo do texto ou 'postagem'). A não ser de fontes replicadas, que podem ser modificadas, comercializadas, de acordo com suas respectivas licenças.