OMS: redução pela metade nos acidentes de trânsito
A Organização Mundial de Saúde – OMS – quer redução pela metade nos índices de acidentes de trânsito no mundo. A OMS considera que os acidentes de trânsito já é considerado uma epidemia que traz transtornos sociais desde invalidez, mortes e gastos enormes com tratamento de acidentados.
No caso do Brasil são computados anualmente cinquenta mil mortes. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) considera os acidentes de trânsito como um grave acontecimento nacional que gera gastos econômicos anuais em ordem de R$ 25.000.000.000,00 (vinte e cinco bilhões de reais). Muitos pensam que um acidente de trânsito só permanece na esfera local do acidente. O cômputo dos gastos econômicos vai desde a mobilização do corpo de bombeiro (que gasta remédio, gasolina etc.), remoção ao hospital, remédios gastos, a permanência do acidentado dentro do hospital e a sua reabilitação, os elementos viários destruídos e suas reparações. Há de considerar também que acidente que envolve caminhões com produtos tóxicos ao meio ambiente acarretam maiores gastos econômicos uma vez que necessita-se de uso de substâncias especiais e mão de obra especializada para conter a contaminação do solo e da água.
O problema brasileiro envolve vários segmentos que acabam gerando acidentes de trânsito:
1) Falta de passarelas para os pedestres ou passarelas em mau estado de conservação que obrigam os pedestres atravessarem a rodovia pelo solo;
2) O desrespeito de pedestres as sinalizações, não atravessar pela passarela quando esta está em bom estado de conservação;
3) Motoristas motorizados que desrespeitam a sinalização em geral, principalmente de limite de velocidade;
4) Exibição de manobras perigosas seja com carro, moto ou bicicleta;
5) Vias urbanas e rurais em mau estado de conservação. Há casos em que a pista de rolamento consta como asfaltada nos registro da prefeitura, exemplo, mas na realidade não está;
6) Falta ou escassez de policiamento de trânsito para conter as vans, ônibus e táxis piratas que trafegam sem condições de segurança para transportar passageiros;
7) Fraudes no processo de habilitação sejam nas autoescolas e/ou DETRANs;
8) “Doação” de carteira de habilitação por parte de políticos corruptos em véspera ou dia de eleição;
9) Pais que fazem de tudo para transferirem os pontos da habilitação do filho recém-habilitado para que este não tenha a habilitação cassada (quando possuindo a Permissão Para Dirigir – PPD – não se podem cometer na vigência da PPD infrações gravíssima, grave e não ser reincidente em média) criando no filho a conduta de impunidade, desordem social e conduta egoísta.
São inúmeros fatores no Brasil que levam aos acidentes de trânsito. É uma questão sociopolítica que a nação deve repensar sobre as próprias condutas e mudá-las sob risco de continuar no ápice vergonhoso de país que mais mata no trânsito.
Danos? Famílias desestruturadas emocional e financeiramente; danos ao meio ambiente e à saúde humana; condição de egoísmo diante de condutas que só satisfação à própria pessoa levando a um estado de apatia total aos valores sociais e políticos.
