“Como vamos explicar que o Detran Acre vai gastar essa fortuna só com sucos e sanduíches naturais", pergunta o deputado.
O deputado Major Rocha (PSDB) foi à tribuna da Assembleia Legislativa para questionar uma licitação para a realização de “coffee breaks” no Departamento Estadual de Trânsito no valor de R$ 728 mil. Para o parlamentar o valor é absurdo e merece ser reavaliado. A fala do parlamentar aconteceu na manhã desta terça, 26, no plenário da Assembleia Legislativa.
De acordo com Rocha o governo do Estado não tem discernimento na hora de decidir onde aplicar os recursos públicos. “Os agentes de trânsito do Detran Acre têm o menor salário do país, então quer dizer o Estado não tem dinheiro para valorizar o servidor, mas tem para engordar quem já ganha bem”.
Para o deputado ações como essa são demonstrações de contrasenso da administração da Frente Popular em relação ao que está sendo feito no resto do Brasil. “Temos visto ao longo dos últimos anos que essa administração da PT está na contramão. Nos quatro cantos do país há essa necessidade de gastar menos e se aplicar melhor os recursos públicos e aqui o governo permite uma aberração dessas”.
Rocha disse ainda que recebeu um e-mail de um servidor do Detran denunciando vários problemas como o salário dos agentes de trânsito que está estipulado em R$ 700 e é o menor do país, além da falta de equipamentos e viaturas para fazer a fiscalização de trânsito, especialmente nos municípios do interior.
“Como vamos explicar que o Detran Acre vai gastar 140 mil reais só com sucos e sanduíches naturais. Se essa verba fosse para o Restaurante Popular e que serviria para alimentar a população carente eu até poderia ficar calado, mas verba para fazer festinha é inadmissível. A Ciatran de Sena Madureira sequer tem um carro para atuar. O governo do PT se diz preocupado com a segurança do trânsito mas não valoriza quem trabalha para manter essa segurança”.
Por fim o Major Rocha questionou como o governo do Estado anuncia que está no limite da lei de responsabilidade fiscal e usa isso como “desculpa” para não conceder reajustes às categorias, mas gasta tanto dinheiro em lanches. “Não pode conceder reajuste, mas faz farra com o dinheiro público em coisas desnecessárias”.
FONTE: O RIO BRANCO
