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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Simulador em autoescola: Denúncia de lobby de R$ 360 milhões

Um forte lobby por parte de uma empresa estrangeira pode movimentar R$ 360 milhões no Brasil. O deputado federal Marcelo Almeida (PMDB-PR), membro da CCJ da Câmara, denunciou o esquema, que visa tornar obrigatório o simulador de direção em autoescolas de todo o país.

A empresa estaria interessada entrar no mercado brasileiro, mas para isso quer que o simulador seja obrigatório por força de lei, assegurando assim um bom retorno financeiro, pois cada uma das 12.000 autoescolas do país teria de adquirir pelo menos um equipamento, cujo preço é de R$ 30.000.

Ou seja, R$ 360 milhões apenas com a venda de um produto para cada CFC (Centro de Formação de Condutores) e sem contar a atualização anual do programa, que gera um custo ainda maior para as autoescolas e consequentemente para o cidadão brasileiro, que terá que pagar uma pequena fortuna para ter sua CNH ou, caso contrário, terá de circular apenas com veículos de até 50 cm3.

[Fonte: Esmael Moraes]


Trânsito Escola – O simulador de direção é, sim, uma forma mais segura de o aluno e o instrutor de trânsito estarem mais protegidos. As instruções preliminares, assim como as correções do instrutor de trânsito ao candidato a habilitação de trânsito, no treino virtual, assegura maior aprendizado ao aluno, pois este não ficará com receio estremo de cometer acidente de trânsito real.

Sabemos que nas vias públicas reais, os demais motoristas,e até pedestres, não respeitam (civilidade) os veículos de autoescolas. Como o próprio nome diz, autoescola, no interior do veículo se encontram pessoas, e uma delas não tem habilidade, pois está aprendendo.

O treino no simulador tem proporciona mais controle do instrutor de trânsito sobre as posturas do aluno, não há preocupação a mais, como acontecimentos diversos, e até imprudentes e negligentes, de outros usuários de vias terrestres. Contudo, tais simuladores custam caro aos padrões econômicos dos brasileiros. Com certeza o preço dos “pacotes” – que são os preços dos serviços prestados pelas autoescolas – ficarão mais caros aos que desejam obter a carta de habilitação (CNH).

O que falta no Brasil são políticas sérias de desenvolvimento econômico e melhoria na qualidade de vida dos brasileiros, de forma que o salário mínimo seja condizente com os preceitos Constitucionais. Atualmente, obter habilitação de trânsito terrestre passou a ser exclusividade de minorias – não é à toa que há Escolas Públicas de Trânsito com sorteios de habilitações gratuitas – criando segregações sociais.

O Brasil será digno quando os preceitos contidos no artigo 3°, da CF/1988, não for uma miragem, um assunto aos meios virtuais, mas na realidade cotidiana dos brasileiros.

Não se pode omitir que tais simuladores são realidades em muitos países, pois são seguros, preparam melhor os futuros motoristas.

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