Paulo Soni (PSB), à esquerda, e Wellington Andrade Freitas (PRP), são as autoridades locais com CNH suspensa
O ministro da Comunicações, Paulo Bernardo, e os vereadores maringaenses, Paulo Soni (PSB) e Wellington Andrade Freitas (PRP), estão impedidos de dirigir por estarem com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. Dos três, apenas o ministro já se inscreveu no curso de reciclagem e está regularizando a situação.
O vereador Paulo Soni garantiu que parou de dirigir imediatamente após receber o comunicado do Detran. "Estou andando com motorista. Fazer o que? Não vou correr o risco de ser flagrado dirigindo irregularmente", comentou. Segundo o vereador, nenhuma das multas recebidas, que resultaram na suspensão, são dele. "Tenho cinco carros no meu nome. Não tomei nenhuma multa, ando devagar, mas vou ter que cumprir a suspensão". Soni disse que ainda não se inscreveu para fazer o curso, mas que irá providenciar isso nos próximos dias.
O vereador Wellington Andrade não foi encontrado para falar sobre a suspensão. Na Câmara, seus assessores não souberam informar se ele recebeu o comunicado do Detran ou se continua dirigindo.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, há dois anos sem habilitação, está fazendo o curso de reciclagem na Escola de Educação de Trânsito de Brasília, junto com outros 50 alunos. Bernardo admitiu que perdeu a carteira por andar acima do limite de velocidade e usar o telefone enquanto dirigia e disse que depois de ser notificado pelo Detran entregou a carteira e não dirigiu mais. Em Brasília, usa o motorista do ministério e em Curitiba, quem dirige é sua mulher, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. "Tinha de fazer o curso, mas cadê tempo? Agora aproveitei as férias", comentou.
A suspensão da CNH é feita automaticamente pelo Departamento Estadual de Transito (Detran) quando o motorista ultrapassa o limite de 20 pontos na carteira, motivado pelo acúmulo de multas de trânsito. Ao contrário do que era feito anteriormente, quando até a Polícia Militar (PM) era acionada para recolher o documento suspenso, agora o Detran envia um comunicado para a residência do motorista, avisando de que deve comparecer num dos postos de atendimento, fazer a entrega da carteira e se inscrever na reciclagem.
"Se não vier entregar, vai estar irregular, mas nós não vamos mais atrás", avisa o chefe da 13ª Circunscrição Regional de Transito (Ciretran) de Maringá, capitão Ideval de Oliveira. Segundo ele, pelo menos 3,6 mil motoristas procuraram o órgão ano passado para cumprir a suspensão, fazer o curso de atualização e voltar a ter o direito de dirigir.
"Tenho cinco carros no meu nome.
Não tomei nenhuma multa, ando
devagar, mas vou ter que cumprir
a suspensão". Paulo Soni (Vereador de Maringá)
"A média, ano passado, foi de 300 por mês. Só nos primeiros 18 dias de janeiro, 220 entregaram a CNH na Ciretran. Não sabemos quantos estão dirigindo irregularmente em Maringá, mas alertamos a todos que receberam o comunicado de suspensão que procurem o Detran e se regularizem", diz Oliveira.
Segundo ele, a suspensão do documento é por tempo indefinido e o motorista, seja ele quem for, fica suspenso até fazer o curso oferecido pelo Detran. "Já tivemos juízes, deputados, vereadores sentados aqui. Todos são iguais perante a lei e têm que cumprir a suspensão, pagar a taxa de R$ 69,57 e fazer o curso para poder voltar a dirigir. Estamos com dois cursos, reciclando entre 90 e 120 pessoas por semana", completou.
SERVIÇO
A assessoria do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), lembra que por meio do site do órgão (www.detran.pr.gov.br) os condutores podem fazer a consulta do número de pontos sofridos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Basta que o condutor tenha em mãos o número da CNH.
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