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sábado, 28 de agosto de 2010

Muitas leis e poucos resultados: estresse brasileiro

Ontem (27/08/2010) a Rede Globo em seu programa de reportagem Globo Repórter apresentou a brilhante matéria sobre o estresse em nosso país. Fiquei chocado quando disse que estamos em segundo lugar – perdemos para o Japão- mundialmente em relação ao país sobre estresse. O estresse traz vários malefícios ao organismo humano como queda de cabelo, gastrite, úlcera, perda ou exagero em apetite, aumento da pressão arterial que pode levar a um ataque cardíaco, depressão (estamos em primeiro lugar em relação ao consumo de Rivotril - ver matéria aqui).
Mas qual a diferença entre Japão e Brasil?
No Japão há escassez de terra. As pessoas vivem em lugares cada vez mais apertados. A filosofia da perfeição tão comum no oriente proporciona um estresse apesar da postura zen. A competitividade em relação ao mercado de trabalho é muito maior do que no Brasil. Desde criança aprende-se que a perfeição é tudo e o erro é a vergonha do ser – não é à toa que o índice de suicídio é um dos maiores do mundo –, a jornada de trabalho é uma das mais extenuantes no mundo (o trabalhador tem de se preocupar, por horas seguidas, em alcançar metas de produtividade ou manter-se alerta para não sofrer acidentes), o Japão tem uma tecnologia de ponta que supera muitos países em relação à produção tecnológica, não há a violência como se tem no Brasil (guerra entre traficantes, milícias), o índice de corrupção é baixo, qualquer político é condenado sumariamente quando lesa o patrimônio público (obras superfaturadas, dinheiro na cueca etc.); as instituições de ensino são umas das melhores do mundo e o índice de analfabetismo é zero, desde cedo é ensinado o valor de cidadania (os jovens sabem muito bem sobre a constituição e demais leis e assim agem condizentemente punindo os políticos corruptos e demais agentes públicos ou funcionários públicos.
Brasil. Os índices de mortes por armas de fogo superam alguns países em guerra, a distribuição de renda é um dos piores do mundo (supera alguns países da África), há uma guerra não declarada oficialmente entre o Estado e os traficantes, ou melhor, a existência de governo paralelo; a corrupção brasileira apresenta índice elevado - Transparência Internacional: organização não governamental de combate à corrupção mundial criada em 1993 por Peter Eigen, ex-diretor do Banco Mundial – os idosos não têm os direitos constitucionais amplamente aplicados na realidade, a população morrer nas filas dos SUS (Sistema Único de Saúde), os políticos corruptos conseguem na maioria das vezes se livrarem de condenações e ainda continuam a lesar o patrimônio público, a formação; as instituições de ensino são consideradas as piores do mundo pela falta de: equipamentos tecnológicos, salas de aulas em bons estados, material didático, política de aprovação automática (aprova-se o aluno e este mais tarde não sabe ler e escrever direito criando injustamente - para quem depende do ensino público – condição de não conseguir melhores empregos ou não consegue por que as firmas querem pessoas qualificadas; a rede sanitária brasileira é um dos piores do mundo (há localidades em que se veem populações vivendo perto de esgotos a céu aberto)
Acima apresentei algumas diferenças entre os dois países. Vê-se muito bem que a questão do estresse entre ambos os países é bem diferente. O brasileiro sofre de estresse pela má condição de vida ou má qualidade de vida. A corrupção faz com que os recursos em relação à saúde, ensino, segurança pública fiquem precários levando o povo a sofrer males físicos e psíquicos ou psicossomáticos. Realidade mudará quando o povo se organizar e cobrar efetivamente dos políticos a aplicação das leis contidas na constituição e não demagogias, acusações entre eles que só deviam a realidade: o Brasil precisa de governantes sério, honestos e que tenham planos de governos eficazes e não fiquem trocando acusações e deixando o povo na miséria. Outro fator importante é acabar de vez com as “oportunidades” que alguns políticos dão ao povo: o chamado “pão e circo”. Dão ao povo, mas pedem voto e favores. Não. O politico foi eleito para gerir os bens do povo, do Brasil. O preenchimento do cargo através da eleição ou voto não os torna senhores ditadores, manipuladores das leis ao bel prazer.

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