A queda de 9,95% na venda de veículos no Brasil em abril, com relação ao mesmo mês do ano passado, fez com que a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) reduzisse em 2,36 pontos percentuais a sua projeção de crescimento para o setor em 2012. Com esse resultado, a estimativa de crescimento no ano passa a ser de 3,4%.
A frustração de expectativas está relacionada ao crescimento da inadimplência no setor automotivo e a consequente restrição do crédito para compra de veículos, conforme análise da Fenabrave sobre o balanço de vendas divulgado ontem. A estimativa de crescimento anterior era de 5,76%.
“Temos uma inadimplência acima de 6%, que é superior ao que tivemos na crise de 2008/2009. Isso fez com que os bancos estejam mais severos na concessão de créditos. Essa conjuntura está afetando pesadamente o mercado”, avaliou o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti.
A expectativa da Fenabrave, no entanto, é de alguma recuperação no segundo semestre. “Nos últimos dez anos, tivemos uma ascensão social forte. Essa nova classe média consumiu e se endividou, mas a tendência é que isso diminua. Com o orçamento familiar mais folgado e com os juros caindo, é provável que as famílias honrem os créditos recebidos e continuem a consumir”, disse o presidente.
Apesar dos amplos dizeres dos governos de Lula e Dilma falarem que o povo tem consumido mais, na verdade, há consumismo sim, mas não o consumismo esperado: povo feliz e com qualidade de vida.
Compras feitas em longo prazo têm juros altos – um dos mais altos do mundo – levando ao brasileiro a se endividar. As promessas de melhorias ao povo brasileiro demonstrado apenas panaceias, pois, povo que aparentemente possui, na verdade, não possui.
A inadimplência quanto às dívidas relacionadas à compra de veículo não se dá afirmativa de que o bolso do povo brasileiro está suficientemente preenchido, ou seja, dívida é sinônimo de renda per capita baixa.
Mas não é somente no setor automotivo que o brasileiro se acha endividado, em vários outros segmentos econômicos também. A inadimplência brasileira mostra que há alvoroço, demasiado, sem se dar o luxo de esconder, totalmente, o baixo padrão de estratificação social em que se encontra o povo brasileiro. Há luta pelas necessidades básicas, mas o ser humano não é só o comportamento instintivo de saciar a fome, a sede, a proteção diante do clima. É, sim, mais do que simples necessidades naturais. É querer se desenvolver como ser emocional e intelectual; é poder usufruir os meios que há em seu grupo, pois, do contrário, se estagna em seu processo natural evolutivo.
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