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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Recusa de assoprar ao bafômetro, direitos constitucionais e verdadeiras intenções


Um direito, constitucional, de todos os brasileiros de se recusarem a assoprarem o bafômetro. Mas a lei fria não se deve, pelo bom senso, ser aplicada ao pé da letra. Temos juízo suficiente de discernir sobre atos favoráveis a redução de acidentes ou a perpetuação deles.

A simples recusa de participar da campanha de redução de mortes no trânsito ocasionadas por ingestão da droga, lícita, álcool é favorecer ainda mais aos atos egoísticos de pessoas que pensam somente nelas sem, contudo, pensarem na coletividade, ou seja, ma segurança e qualidade de vida da coletividade.
As leis são meios de controle da massa humana onde cada indivíduo tem um modo de pensar e agir. O mal estar da civilização, obra magnífica de Freud, explica, muitíssimo bem, que, apesar das pressões sociais de regras e leis, se fazem necessárias para gerar benefícios coletivos, pois, do contrário, não haveria civilidade, mas barbaridade.
Apoiar a Lei Seca é colaborar com uma causa que beneficiará todos os cidadãos brasileiros. As lágrimas de familiares que tiveram seus parentes mortos por motoristas alcoolizados não podem ser negligenciadas sob condição de verdadeiro ato de insensibilidade ao próximo. Espera-se do homem civilizado o proceder dentro das virtudes humanas e, solidariedade participativa, é conduta esperada. Aos bárbaros espera-se a conduta unilateral, aproveitadora de normas que possam, direta ou diretamente, favorecê-lo sem, contudo, se importar com as demais pessoas, isto é, com a dor alheia.
E assim se vê não só no Brasil, mas no resto do mundo onde o individualismo toma ares de “justo”, “correto”, “constitucional”. Todavia nesses atos se vê verdadeiras personalidades apáticas, mas na defesa de seus direitos e pouquíssimos deveres para se construir uma empática. As sociedades atuais são fomentos de ensinos intelectuais sem darem prevalências às virtudes humanas. Não é à toa que se vêem atrocidades típicas de épocas bárbaras dos primórdios da humanidade onde a lei do mais forte prevalece sobre os mais fracos.
Quando se vê existência de lei do mais forte sobre o mais fraco há de considerar que a corrupção faça parte cotidianamente dos costumes de um povo. Corrupção é o ensejo de agir egoisticamente e importam-se aquisições seja de quais maneiras forem.
Pessoas altruístas sabem que corrupção são atos egoístas onde o bem estar é de minorias que estejam participando do esquema. Esquema esse que não se importa com o todo, com as lágrimas, dores de outros semelhantes. Cria-se, assim, um sistema de sofrimento perpétuo e incentivador de mazelas humanas como, por exemplo, socipatia.
A humanidade nunca teve tão doente psicologicamente. Antes, as dificuldades da vida, agora, as dificuldades geradas pelos contínuos atos de corrupção em todos os setores do viver humano. A tecnologia tem capacidade de prover as necessidades de todos os seres humanos, mas falta o querer para isto. Em vez disso há o querer obter além das necessidades, o supérfluo custe o que custar. E assim se vê grupos organizados que criam condições doentes nas leis, na exploração das riquezas naturais.
São empresários que poluem sem o menor senso de misericórdia ante populações gravemente intoxicadas, políticos que usam de conhecimento para poderem enganar, falsear suas atitudes graças aos ditos “direitos” – pobres homens de bem, como Montesquieu, por exemplo, que devem estar se revirando em seus túmulos por terem seus ideias e esforços humanitários desvirtuados.

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