Muitos querem que arquivos ligados à ditadura venham ao conhecimento do brasileiro atual. A ideia é que sabendo das atrocidades do passado – governos militares – o povo brasileiro não permita mais as atrocidades do passado.
É ideia construtiva e preventiva, mas o presente merece mais atenção.
As mortes provocadas nos governos militares se deram por questões de políticas internacionais, ou seja, lutas ideológicas entre os governos dos EUA e da ex-União Soviética, de um lado o capitalismo, de outro o comunismo. O Brasil assim como os demais países da América Central tiveram regimes militares.
1962, o ano em que a Terra poderia não existir mais
As duas grandes potências da época (EUA e União Soviética) estavam em alerta máximo quando os EUA detectaram ogivas nucleares em embarcações soviéticas em direção a Cuba. Mísseis nucleares soviéticos em solo cubano representariam aniquilação mais rápida dos EUA se comparado às ogivas lançadas em solo soviético. Graças ao bom senso de ambas as potências estas chegaram a um desfecho amigável – senão este artigo não existiria e muito menos eu e muitos seres vivos.
O Brasil sendo parte do bloco capitalista não poderia ficar neutro. De certo a ditadura militar foi “necessária” quanto à imposição dos acontecimentos mundiais.
É notório que muitos brasileiros morreram sob torturas. Muitos estão desaparecidos, mas provavelmente mortos. Os familiares clamam por justiça.
Atualidade
Nos governos militares cidadãos brasileiros morreram por questões ideológicas e, de certo, imposição das circunstâncias mundiais de dois países que ditavam regras mundiais. Torturas, mortes, violações de direitos humanos. Mas não há mais ditaduras para matar, estropiar pessoas, violar os direitos humanos dos brasileiros, por forças externas. Há, sim, na atualidade brasileira ditadores civis que pela simples assinatura de documento e mirabolantes jogos políticos interesseiros matam, estropiam os brasileiros.
São os agentes públicos políticos e administrativos corruptos da nação brasileira que têm provocado crueldades terríveis. Invocam as leis constitucionais para seus próprios favorecimentos, usam do voto secreto para articular alianças cujos ideais são de proteger e dar ensejos aos desvios de verbas públicas – dinheiro do povo, cidadão brasileiro.
Se contabilizarmos as mortes nos governos militares com as mortes dos governos ditos “democráticos” ver-se-á que estas são mais cruéis e maiores que os praticados naqueles. Os hospitais públicos, as ruas, as comunidades carentes, as filas dos INSS são testemunhas das atrocidades ocorridas no seio da nação brasileira.
Devemos sim, no momento urgente, nos ater à realidade onde não há armas bélicas, mas canetas, convenções, oportunidades surgidas nos bastidores escondidos dos olhos brasileiros: congressistas. Não todos, mas grande maioria.
Ficha Limpa ainda não teve a efetividade que se espera, do anseio de milhares de brasileiros que estão cansados dos atos corruptos e das impunidades ocorridas no Brasil. É mais do que oportuno fixar-se na aplicação minuciosa do projeto de lei, de autoria do povo brasileiro, em resposta aos corruptos políticos. Muito se fará para o esquecimento do projeto; surgirão várias propostas, ideias, “milagres” para desvirtuar o projeto Ficha Limpa. Haverá cada vez mais shows, obras faraônicas, megalomaníacas para agradar o povo, contudo, feitos para distrair o mesmo povo que paga impostos, mas os têm desviados para contas fraudulentas de congressistas corruptos.
“Pão e circo”. Panaceia politica desde Roma Antiga, mas aplicada habilidosamente pelos agentes públicos políticos. É hora de o brasileiro honesto acordar e agir eficientemente ao combate da imoralidade politica no Brasil. É inadmissível ao cidadão lúcido permitir que pragas de corruptos venham a destruir vidas e não serem punidos por isso.
Ficha Limpa é a resposta poderosa dos cidadãos honestos diante dos corruptos. A participação é verossímil aos acontecimentos dolorosos, vidas inocentes são ceifadas a cada dia por desvios de verbas públicas. O centro da atenção é a completa ação do projeto de lei popular. Ficha Limpa será lembrada como? Força política dos cidadãos brasileiros ou mero esforço perdido?
