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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

CNHs: R$ 800 a R$ 3 mil sem precisar de ir à autoescola

Condutores de Mato Grosso do Sul pagavam de R$ 800 a R$ 3 mil para retirar a Carteira Nacional de Habilitação através do esquema que era facilitado por funcionários do Detran e de uma empresa terceirizada. Conforme divulgou O PROGRESSO no sábado, 18 pessoas foram presas durante a Operação Sinal
Vermelho, que desarticulou a quadrilha. Além de servidores do Detran/MS foram presos ainda outras 11 pessoas em Campo Grande, Naviraí, Juti, Douradina, Dourados, Caarapó e Itaquiraí. Entre os presos estão examinadores do Detran, médicos, instrutores, proprietários de centros de formação de condutores e aplicadores de provas teóricas.
A informação do esquema foi investigada pela Corregedoria do Detran e confirmada durante coletiva à imprensa, na Delegacia Geral de Polícia Civil, em campo Grande. Até pessoas analfabetas e com problemas de visão conseguiram tirar a Carteira Nacional de Habitação (CNH), graças a atuação da quadrilha, que segundo a Corregedoria, facilitava o processo de concessão do documento dentro do órgão.
O Detran já rastreou as pessoas que pagaram para ter os exames facilitados durante o processo de emissão da CNH. Elas devem responder por corrupção ativa. O número não foi divulgado para não atrapalhar as investigações. O rastreamento também será feito com os anos anteriores.
A operação, comandada pela delegada Aline Lopes, com conhecimento do diretor interino do Detran Francisco Libório Silveira, foi deflagrada na madrugada de sexta. De acordo com Aline Lopes, a diretoria do Detran recebeu uma denúncia em setembro de 2011, sobre um esquema de facilitação na emissão de CNHs. Desde então, a corregedoria tem investigado o caso. A quadrilha atuava há três anos.
Festa
A divisão dos lucros com a operação da quadrilha era feita, de acordo com a corregedora do Detran, em festas que eram regadas a álcool e com mulheres. No momento da prisão, na sexta-feira, um dos instrutores foi flagrado com uma arma de fogo. De acordo com o coronel Francisco Libório Silveira, caso seja comprovada a participação dos funcionários do órgão, eles serão punidos com demissão após ser aberto um processo administrativo.

FONTE: O PROGRESSO

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