Com as festas de fim de ano, quando os excessos de bebida alcoólica são frequentes, muita gente opta por deixar o carro em casa e voltar de táxi. No entanto, as pessoas se deparam com um problema constante: a falta de oferta de táxis, fato que se torna um desestímulo para quem quer cumprir a Lei Seca.
Fortaleza possui hoje uma frota de 4.392 táxis, o que representa uma média de um táxi para cada 558 habitantes, quando a Lei Orgânica do Município determina que seja uma média de um para cada 500 habitantes.
A defasagem de 512 táxis preocupa, principalmente com a chegada da alta estação, quando a previsão é de que 975 mil turistas visitem o Ceará, segundo dados da Secretaria de Turismo do Ceará (Setur). Vicente de Paula Oliveira, presidente do Sindicato dos Táxis e Transportadores Autônomos do Ceará (Sinditáxi), destaca que o problema não é a falta de táxis, mas a logística da cidade, que está quase toda em construção.
O último acréscimo na frota de táxi ocorreu em 2009, quando foram criadas 320 vagas pela Prefeitura, por meio de processo licitatório. Desses, 260 são táxis comuns, 20 especiais, que só atendem ao Aeroporto Internacional Pinto Martins, e 40 acessíveis e inclusivos para transportar pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.
Ampliação
O presidente do Sinditáxi defende que sejam criadas, até a Copa do Mundo de 2014, mais 320 vagas. Contudo, a ampliação não atenderia à Lei Orgânica, já que a frota de táxi deveria ser de 4.904. Outro problema é a não criação de novos pontos de estacionamento para os profissionais credenciados pela licitação.
Com o acréscimo da frota, as 591 vagas regulamentadas pela Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) ficaram sobrecarregadas. "Eles ficam se escondendo em ruas paralelas e em estacionamentos proibidos. Queremos que seja feito um estudo aprofundado de uma nova licitação, prevendo novos pontos de táxis".
A secretária Flávia Carvalho, 41, conta que antes costumava beber pouco e dirigir. Com a nova legislação, continuou bebendo, mas prefere voltar de táxi. Contudo, conta que, certo dia, ao voltar de uma casa de shows na Avenida Washington Soares, passou horas esperando um táxi, por isso teve de ir a pé até a casa de um amigo.
Durante o dia, disse que costuma pegar táxis credenciados, mas reclama que quando se aproxima do horário de almoço e do fim de tarde evita solicitar o serviço. "Não existe um plantão no horário de almoço, eles simplesmente param. Se eu tiver um compromisso, corro o risco de chegar atrasada".
A estudante Larissa Vasconcelos, 22, conta que, dependendo do horário, prefere esperar por um táxi na rua. "De manhã, ligo com uma hora de antecedência, mas já sabendo que possivelmente não chegarei a tempo".
De janeiro a novembro deste ano, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE) realizou 7.956 blitze, notificando 3.699 pessoas pela Lei Seca. Ademar Gondim, presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), explica que a Câmara Municipal tem conhecimento dessa defasagem e que ela é a responsável por autorizar a criação de novas vagas e estabelecer os critérios para preenchimento delas através de licitação. "Tentamos contactar o presidente da Câmara para confirmar se existe algum projeto para 2012, mas ele não atendeu às ligações.
Para a Copa do Mundo, Gondim afirma que a Etufor planeja credenciar permissionários da Região Metropolitana, do Interior e de capitais vizinhas para realizar o serviço, mas explica que não adianta criar novas vagas que depois ficarão ociosas.
NÚMERO
4,3 mil táxis. Esta é a frota atual de veículos para atender a população de Fortaleza. A quantidade representa, em média, um veículo para cada 558 habitantes
512 é a defasagem de táxi. Fortaleza deveria ter, pelo menos, 4.904 veículos, sendo um táxi para cada 500 habitantes, conforme a Lei Orgânica do Município.
Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE
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Trânsito Escola
Nota: há projeto de lei se aprovado proibirá comerciais de bebidas alcoólicas nas televisões. A ideia é acabar com os incentivos apelativos dos comerciais para o consumo. Atualmente as mulheres estão bebendo mais que os homens, a maioria dos acidentes de trânsito são ocasionados por motoristas bêbados e os adolescentes estão se embebedando. Quanto aos últimos é de se considerar problema de saúde pública já que aos 25 anos de idade poderão desenvolver cirrose hepática.
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