Os reflexos da Operação Tolerância Zero superam as expectativas até mesmo das autoridades da megaoperação, instituída como resposta às mortes no trânsito de Maringá, que chegam a 71 apenas neste ano. Prestes a completar duas semanas, as blitzes registram cada vez mais casos de infrações em relação à documentação dos condutores, o que tem provocado aumento de até 50% no movimento em Centros de Formação de Condutores (CFCs).
A procura dos motoristas é pelo encaminhamento e a renovação da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) - líderes de multas nas blitzes. Pelo relatório da Tolerância Zero, apenas na primeira semana de operação, foram notificados 38 motoristas por falta do documento ou da Permissão para Dirigir (PPD). Para providenciar a CNH e andar legalmente, em Maringá, as autoescolas cobram entre R$ 900 e 1,1 mil pelo psicotécnico, aulas teóricas e práticas e exame final.
Para o instrutor Marcos Aparecido Silva, é essencial que os condutores se conscientizem da importância das aulas práticas e teóricas. "A lei está cada vez mais exigente, com obrigatoriedade de aulas noturnas e em dias de chuva, de carro e moto, além de ter passado de 15 para 20 horas", diz.
A estudante Hustani Mayara Pimenta Naves completou 18 anos e logo buscou um CFC para providenciar a CNH. "Acho importante que a licença para dirigir seja rigorosa, não pode ser diferente, ainda mais em Maringá, onde o desrespeito é imenso."
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